quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Sou mais eu com você(s)



"só enquanto eu respirar vou me lembrar de você" (teatro mágico)









Somos felizes porque temos e somos amigos.
Somos felizes porque amamos,
Porque gostamos, abraçamos,
Acariciamos, sentimos.
Sou uma parte de um toque no teu braço.
Sou um cisco nos nossos significados.
Sou alguém que procura uma pessoa.
Tive sorte em conhecer.
E quero padecer, morrer e sofrer,
Sem saber te esquecer,
De alegria, de amizade, sinos tocando,
Com e por você.
Minha amiga Ledóca,
Te amo, porque sem você
Sou menos eu.
E quero sempre ser VOCÊ e EU!
Ps: muito bom reler velhos presentes de aniversário e continuar desejando ser você e eu!

domingo, 3 de janeiro de 2010

Ano novo ="museu de novidades"= emaranhado dinâmico











Há quanto tempo tento me anestesiar, evito descrever e sentir as infinitas interconexões, através da busca desenfreada de ocupações e distrações? Tento fugir da minha natureza inquieta, desassossegada. Enquanto isso vou acumulando, misturando variados ingredientes efervescentes com as mais variadas temáticas e origens. Alguns misturas são “explosivas” e a necessidade de sublima-las através da postagem de algo- imagens e citações- é urgente e ilusória. Tantas coisas aconteceram, tantos sentimentos, pensamentos...Quantas vezes salvei imagens pensando em escrever algo que ilustrasse o que vivi, senti, vivo e sinto; quando encontro algumas “perdidas no meu computador” fico tentando lembrar o que pensei quando as busquei e automaticamente tudo se atualiza, isso parece tão óbvio, tão “humano” ao mesmo tempo que o sinto como tão poético, quase que transcedental...Em algum momento escrevi (provavelmente não desta maneira) que sentia meu coração -ou minha própria vida- como um quebra cabeças infinito, como uma colcha de retalhos, como um mosaico, como um caleidoscópio e hoje tenho a sensação de que um emaranhado de nós que ora estica, ora afrouxa para que se façam novos nós e se desfaçam e refaçam os antigos com os novos fios (e conexões) que vem surgindo a todo momento. Lembro do primeiro post deste blog com a releitura de “O grito” com o Homer Simpson e sua frase “cala a boca pensamento, senão te mato”, quantos “pensamentocídios” já cometi e quantos outros tive vontade de cometer...muitos vitais, necessários para minha (in)sanidade. Ah se escrevesse com a mesma velocidade que penso, talvez alguns deles pudessem ter sobrevivido para dialogar com todos os outros que “me povoam” já teria uma coletânia de histórias. O tempo é também sempre uma boa justificativa para assassina-los e deixar de escreve-los. E por falar nele, acabo de me dar conta que já faz quase uma hora que estou vomitando essas frases e que dormir (quando se consegue) é sempre uma boa droga pra tudo isso que despejei aqui.
Ps: novamente utilizarei imagens para me lembrar dos últimos acontecimentos, já que escrever sobre eles demandaria “muito investimento de tudo” e se torna muito mais acessível ter um “blog-flog-querido diário”.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Overdose de 3 na massa?



“Eu não sei explicar como isso acontece/eu sinto um formigamento percorrer o meu corpo/e algo se desprende, e caminha em direção a você”

“Eu estou quase sempre pronta/Quase sempre/Tenho certeza que vai ser ainda melhor”

“Deita-te comigo/Sem tu mesmo estar aqui/Dance nos meus sonhos e me implore a pedir/Para que eu abra os olhos”

“Vem sentir a minha pele em brasa/e o gosto forte da minha boca/faz tudo como se fosse a última vez”

“Os lábios se tocam/o vento sussurra/um murmúrio de arrepiar/sufoca-me/o sangue treme/as pernas fervem/respiro a volúpia dos encontros casuais (...)e o calor me derrete pra você/o sangue ferve/silêncio e a vontade de gritar/respiro, perco a voz”

“Você me deixa sem fôlego (...)é motivo e a razão/causa de desasossego”

“A delicada embriaguez do corpo teu(...)No teu corpo o meu”

“Nas minhas curvas e esquinas/Vivem desejos que fogem das mãos/
Fazendo o coração corar de vez/Em vez/O lugar onde você deve chegar/O endereço onde você vai ficar/Na minha avenida você vai andar/E agora eu já sou o seu lugar/Dentro de mim/Você vai morar/O perfume agora é quem vai mandar/O caminho é certo e não tem como errar/Vou enladeirar as vias/Desse seu lugar/Você não vai se perder/Eu vou lhe achar”

Ps: Mix de trechos de músicas do cd confraria das sedutoras- 3 na massa- dispensa comentários...

sábado, 5 de dezembro de 2009

nada sureal





Se eu fingir e sair

Por aí na noitada

Me acabando de rir

Se eu disser que não digo

E não ligo e que fico

Só vou aprontar...
É que eu sambo direitinho

Assim bem miudinho

Cê não sabe acompanhar

Vou arrancar sua saia

E por no meu cabide

Só prá pendurar

Quero verSe você tem atitude

Se vai encarar...
Se eu sumir dos lugares

Dos bares, esquinas

E ninguém me encontrar

E se me virem sambando

Até de madrugada

E você for até lá...
É que eu sambo direitinho

Assim bem miudinho

Cê não sabe acompanhar

Vou arrancar tua blusa

E por no meu cabide

Só prá pendurar

Quero verSe você tem atitude

Se vai encarar...
Chega de fazer fumaça

De contar vantagem

Quero ver chegar junto

Prá me juntar, eh!

Me fazer sentir mais viva

Me apertar o corpo e a alma

Me fazendo suar

Quero beijos sem tréguas

Quero sete mi'léguas

Sem descansar

Quero ver

Se você tem atitude

Se vai encarar...

Se eu fingir e sair

Por aí na noitada

Me acabando de rir

E se eu disser que não digo

E não ligo e que fico

E que só vou aprontar...
É que eu mando direitinho

Assim bem miudinho

Sei que você vai gostar

Vou arrancar tua blusa

E por no meu cabide

Só prá pendurar

Quero ver

Se você tem atitude

Se vai encarar...

(Cabide- Martinália)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

"infladora(s)"

















domingo, 29 de novembro de 2009

(in)conveniências




"Se uma mulher tiver uma superioridade específica, por exemplo, mente profunda, é melhor que essa profundidade seja mantida em segredo. O humor é bem apreciado, mas e a inteligência? Não. (...) Ter uma mulher com inteligência não é apropriado".
Há meses copiei essa fala de um filme que a história se passa no século XVIII, estava no "forno" esperando um momento que pudesse escrever sobre ela. Agora acho dispensável tecer qualquer comentário, aliás é o que tenho feito ultimamente postando apenas fragmentos expressos por imagens e pequenas citações ou letras de músicas. As postagens acabam sendo um tanto "egoístas", se limitando apenas a ser uma forma de "álbum de recordações".
Ps: chega de guaraná!

sábado, 28 de novembro de 2009

serviçal

Aaaaaiii...
Quanto querer
Cabe em meu coração..
Aaaaaiii...
Me faz sofrer
Faz que me mata
E se não mata fere...
Vaaaaiii...
Sem me dizer
Na casa da paixão...
Saaaaii...
Quando bem quer
Traz uma praga
E me afaga a pele..
Crescei, luar
Prá iluminar as trevas
Fundas da paixão...
Eu quis lutar
Contra o poder do amor
Cai nos pés do vencedor
Para ser o serviçal
De um samurai
Mas eu tô tão feliz!
Dizem que o amor
Atrai...

Djavan

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

carneiro fora da caixa??

Estaria "ele" transitando entre planetas, "assustando" príncipes, contadores, geógrafos, reis, vaidosos e bêbados e talvez até a própria raposa?

Ps: ainda contagiada pela adaptação do texto O Pequeno Príncipe.

Béééé

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Borboleta aprisionada!



Terei sido capturada e por isso as limitações do meu voo não permite ver outras possibilidades?
Ahh caçador cruel de borboletas , ou será de corações?
"Ficou difícil, tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício, ossos do oficio
Pagar pra ver o invisível e depois enxergar
Que é uma pena, mas você não vale a pena, não vale uma fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema, de tão pequeno
Mas vai e vem, e envenena, e me condena ao rancor
De repente cai o nível e eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo como num disco riscado
O velho texto batido dos amantes mal amados, dos amores mal vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo a mesma velha ferida
E é pra não ter recaída que não me deixo esquecer "
Maria Rita

domingo, 22 de novembro de 2009

DEVANEANDO..."parece" droga

Meu amor
Pequeno, GRANDE AMOR
Que MORA LONGE
Numa branca estrela...

Me fará sorrir
Me fará chorar
Quando ele chegar
Quero estar aqui...

(...)

Viaja, na cauda
De um cometa
VEM NA VELOCIDADE
DE UM DESEJO MEU...

Que me ENFEITIÇOU
Que me ACORRENTOU
Quando ele chegar
QUERO ESTAR AQUI...

Tempo, tempo, tempo
Da minha cabeça
Tempo, tempo, tempo
Desapareça
Desapareça!...

(...)

*Papas da Língua

"HOJE (...) outra pessoa não servirá, tem que ser você, sem por que, sem pra que, tem que ser você, sem ser necessário entender"

Parece droga que vicia, que me deixa na fissura, ao mesmo tempo que devanear e registrar essa loucura, me faz parecer sob efeito de alguma droga. Ou seja: pequena grande droga!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

F5


Coincidências?
Cada pessoa pensa como pode - Mário Quintana
:)

domingo, 15 de novembro de 2009

associação livre

O que passa na cabeça ao olhar bolinhas de sabão?
A idéia inicial era só postar uma imagem que refletisse minhas últimas horas, mas a pergunta não quis ficar de fora...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

louca, muito louca...



"Loucura é a dança da idéias" (Machado de Assis)
E quando os desejos querem entrar na dança? Eles não são complicados nem sutis e não abrem mão de uma parceria harmônica, que faça dessa loucura algo tão espontaneo como inspirar...
...suspiros...
Mais Machado (apud Carol):

"Não se deliberam sentimentos; ama-se ou aborrece-se, conforme o coração quer" (em Helena-1876).

"É regra velha, creio eu, ou fica sendo nova, que só se faz bem o que se faz com amor. Tem ar de velha, tão justa e vulgar parece" (em Memorial de Aires 1888).
Que amor é esse? Ao desejo claro!
(citando Nietzsche pela milésima vez: "amamos o desejo e não o desejado")
Ou seria amor a loucura? E por que não aos dois, aos três...e aliás são diferentes?
Quanta coisa "solta"... sendo louca, muito louca, deixo as palavras dançarem o ritmo e a coreografia que fluir...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

?


Como descrever algo tão paradoxal? Que me mantém e me consome?

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

ahh "os nós" na garganta...





"Primero hay que saber sufrir, después amar, después partir y al fin andar sin pensamiento. Perfume de naranjo en flor, promesas vanas de un amor que se escaparon con el viento" (música enviada por alguém "indefinível").


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

f-r-a-g-m-e-n-t-a-ç-ã-o...




sábado, 10 de outubro de 2009

mais liquidez? sem dúvida



Sinistro parece que a gente se deu ao desfrute de nada
(Maria Gadu)

satisfação?realização?qualquer palavra...







segunda-feira, 5 de outubro de 2009

renascimento de olhares?





Quantas oposições, imposições, distorções, percepções infinitos "ões" cabem dentro de mim? Acho que são eles que me engordam rsrsrsrs

sábado, 3 de outubro de 2009

amontoado de sentimentos em letras, sílabas, palavras...


Escrever as vezes dói, postar imagens falantes ou letras,silabas ou palavras de terceiros é menos desconfortável e tem pessoas que sempre sabem como nos traduzir:


"Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudoquando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quandomelhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofroantes, durante e depois de te encontrar.Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil delidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço écovarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porquesumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência,pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seulado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e suadesajeitada e irrefletida permanêmncia."Martha Medeiros


(Ao som de Shimbalaiê

free translation...


reticências


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

(re)(des)encontrando complexa e "in"finitamente...










Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
(Lulu Santos)





quarta-feira, 30 de setembro de 2009

salve jorge!!!!

Continuo ouvindo rádio e fazendo "descobertas de velhas novidades" e ouvi o meu pretinho básico e indispensável cantando:

"
Ela sabe que eu quero, muito lhe espero
Mas agora o assunto é particular
Não acabou o amor, só o compromisso
Isto não é banal, está com um novo amor
E batalhou por isso, isto é muito pessoal.
Ela sabe que eu quero, quanto tempo o espero
Me desejo, me derreto com seu jeito de me olhar
Porque o seu amor já virou meu vício
Eu posso até me dá mal
Por não ser seu amor, ou não ter compromisso
Isto é particular.
Agora eu vou lhe dá uma dica, uma dica
O mundo é tão lindo
Ainda tem eu aqui te querendo, querendo ( ainda por cima tem eu te querendo, te querendo )Acordei pensando nisso
E o bom da vida é viver bemEstar bem, querer bem
Deixa eu namorar
Viver bem
Estar bem, querer bem
Não é nada mau
Viver bem, estar bem é particular"
(Pessoal Particular)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

"...aceleração..."




domingo, 27 de setembro de 2009


domingo, 20 de setembro de 2009

"sobra tanto espaço dentro do abraço"


casi cualquier cosa...


"(...)
Quando alguém se machuca, dentro de nós
Toda culpa parece resposta
Nossa busca não parece nossa
Nosso dia já não tem mais festa
Não tem pressa nem onde chegar
(...)
É porque aquilo que nos cega, mostra um outro lado pra moeda
Que não paga as coisas do meu peito
O preço é me fazer acreditar
(...)
Quando a música acabar, dentro de nós..."
(Teatro mágico)
A música não acaba e tão pouco isso acontece com os "quase". Pollyanna pensa: "mais histórias para o livro". Talvez um dia a escrita deixe de ser um "quase desejo"...
(Suspiros ao som de Jorge Drexler...)

sábado, 19 de setembro de 2009

Protocolos invisíveis


Gosto quando coisas simples do cotidiano me fazem parar para pensar, transgredindo a lógica do "parar para pensar nem pensar" tão criticada por Lya Luft. É uma pena estar tão cansada e com sono ao mesmo tempo que com uma necessidade inadiável de "vomitar" esse post e em função disso não elaborar o que irei dizer. Estava voltando do trabalho hoje ouvindo o mesmo cd, as mesmas músicas que há semanas/meses escuto e derepente ficou mudo. Imediatamente passei para o rádio, que até poucos dias atrás, nunca tinha utilizado. A música era boa, fiquei lembrando o que ouvi de alguns amigos nos últimos dias sobre escutar sempre as mesmas músicas... "interpretei-me" de maneira louca!!! Algumas palavras vieram espontaneamente:
Antecipar
Prever
Comandar
Surpreender
Limitar
Engessar
Igualar
Alienar
Bitolar
Iludir
Regredir
Conhecer
Confortar
Incomodar
Apresentar
Repaginar
Atualizar
Tolerar
Permitir
Inovar
Ampliar
Sentir
Protocolar
...
Abdico da pretensão de elaborá-las e fazer um texto certinho mais tarde, mais uma vez "chega de protocolos"!!!
A música que tocava na rádio:
"Pareço contigo
Normal e do avesso
Vamos seguir o caminho seguro
Pra continuarmos assim no futuro
(...)
Pareço contigo
De olhos fechados
Vamos seguir no escuro
Sonhando acordados
Pra nunca deixar nossa luz se apagar

A gente se parece tanto
A gente está só começando
A gente vai se conhecendo
E vê que ainda não sabe nada
A gente só quer ser feliz
Um mundo mais equilibrado
A gente esquece que o amor
É tudo e não nos cobra nada"
(Jota Quest)
Saudades de Teatro Mágico (e de mais "magia"...)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Post nº 100


Dispensa título ou:
-Apenas mais um vômito musical numerado:
"É você
Só você
Que na vida vai comigo agora
Nós dois na floresta e no salão
Nada mais
Deita no meu peito e me devora
Na vida só resta seguir
Um risco, um passo, um gesto rio afora
É você
Só você
Que invadiu o centro do espelho
Nós dois na biblioteca e no saguão
Ninguém mais
Deita no meu leito e se demora
Na vida só resta seguir
Um risco, um passo, um gesto rio afora
Na vida só resta seguir
Um ritmo, um pacto e o resto rio afora..."
(Tribalistas)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Nada sutil...

Diga para onde essa dança
Vai nos levar
Eu ainda não estou cansado
Posso tentar
Bem devagar
Não preciso que ninguém me diga
Só preciso que você me diga
Diga enquanto é tempo de parar
Diga mesmo que vá machucar
Diga quando esta nossa farsa
Vai acabar
Eu não estou errado
Mas nada é certo
Certo demais
Diga enquanto é tempo de parar
Diga mesmo que vá machucar
(Thedy Correa- Nossa dança)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A arte de se permitir despentear...

Circula aqui pela internet um textinho chamado "despentei-se", de autoria desconhecida, que merece ter algumas partes evidenciadas aqui:

"...É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir.Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável,toda arrumada por dentro e por fora. (...) aproveite, e acima de tudo,
deixa a vida te despentear!!!!O pior que pode passar é que, rindo frente ao espelho,
você precise se pentear de novo."

Alguém tem uma escova ai?? :)


Enquanto isso, Rita Lee canta:

" Que tal nós dois
(...)
Sem culpa nenhuma...
(...)
Quem quiser que se habilite
O que não falta é apetite..."


Ps: Gianecchini culpado por ser cúmplice no pecado capital da gula! Rsrsrsrsrsrsrsrsrs

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

combinações "reeditadas (táveis)"
















segunda-feira, 7 de setembro de 2009

"E que seja perdido o único dia em que não se dançou..."







Dançar...difícil descrever: é "simplismente" poético, transcedental, divino... Por que não faz parte de nossa formação curricular? Por que tantos dias "perdidos"? (Várias hipóteses cochicham ao meu ouvido porém tenho receio que ao verbalizá-las a "poesia surreal" da dança e da música enfraqueçam).
PS1:Inspirada por momentos poéticos e felizes
PS2:Título= frase de autoria de Nietzsche
PS3: Trilha sonoro: clássicos dos Beatles em versão instrumental para bebês

sábado, 5 de setembro de 2009

“A mulher em movimento”






O título faz referência ao livro “Psicologia Social: o homem em movimento” e reflete muito das minhas relações com o trabalho, casa, amigos, família, “quase-amores” e até mesmo com o blog, uns dias sem escrever e tanta coisa muda... uma pasta CHEIA de rascunhos para serem postados aqui, alguns já estão ficando ultrapassados, outros se atualizam a cada hora que passa como vários novos ingredientes...

Já ouvi (ou li) algo que diz que as pessoas escrevem quando estão tristes, ou decepcionadas afetivamente; nas últimas semanas tenho me lembrado disso e olhando os posts anteriores comprovo a relação.

Acho que meus movimentos nunca estiveram tão acelerados. Sobra pouco tempo para refletir sobre músicas, ver mais filmes e, principalmente, para elaborar os textos rascunhados. Porém, alguns daqueles “pensamentos ensurdecedores” continuam. A inquietude não cessa...nunca!

Algumas semanas atrás assisti o filme “Romance” e hoje parte da música “Eu não existe sem você” ecoa:

“Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer”

Por que as belas histórias tem que ser tristes? De que vale esta medida? Não falo só de relacionamentos entre parceiros amorosos, mas de relações familiares e profissionais também. Esses tempos assisti um café filosófico sobre Nietzsche, a filósofa curadora da atividade atribuiu esta “medida” ao cristianismo. Independente do que a fundamenta, penso que já não quero mais coisas grandes, ou tão pouco me inspirar somente em coisas tristes. Obviamente, não estou iludida de que estas coisas deixarão de existir, mas nem por isso preciso valoriza-las e deixar de saborear minhas conquistas, ou me calar perante coisas que discordo. Mesmo entre o ritmo acelerado dos meus movimentos minha congruência é vital.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

...home sweet home...


"Era uma casa muito engraçada
Não tinha teto, não tinha nada
Ninguém podia entrar nela, não
Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali
Mas era feita com muito esmero
na rua dos bobos numero zero
(Vinicius de Moraes)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

(im)prudência







Náuseas, nessecidade de "post-vômito" relâmpago em meio a correria da volta as aulas. Mais uma vez algumas imagens e trechinho de uma música deverão me bastar (ao menos momentaneamente)...






"Se resta, em sua lembrança, um pouco do muito que eu te quis



Onde você estiver, não se esqueça de mim



Eu quero apenas estar no seu pensamento



Por um momento pensar que você pensa em mim"



(Erasmo e Roberto)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

um estranho conhecido (ou um conhecido estranho?)




Na última semana fui tomada por poesias em livros e filmes: " De um grande amor- e de uma perdição maior ainda", "Namoro entre livros", "Amor e inocência", "Delta de Vênus", "O carteiro e o poeta" e "Romance". Senti e pensei centenas de coisas que poderia escrever aqui, é dificil descrevê-las minimamente com poucos parágrafos... preciso digerir a maioria delas ainda. Como foi dito ao Neruda a poesia é de quem precisa dela! Então farei uso da poesia de Caetano para que o blog não fique em branco num momento da minha vida tão colorido de poesia:
Não quero sugar todo seu leite
Nem quero você enfeite do meu ser
Apenas te peço que respeite
O meu louco querer
Não importa com quem você se deite
Que você se deleite seja com quem for
Apenas te peço que aceite
O meu estranho amor
Ah! Mainha deixa o ciúme chegar
Deixa o ciúme passar e sigamos juntos
Ah! Neguinha deixa eu gostar de você
Prá lá do meu coração não me diga
Nunca não
Teu corpo combina com meu jeito
Nós dois fomos feitos muito pra nós dois
Não valem dramáticos efeitos
Mas o que está depois
Não vamos fuçar nossos defeitos
Cravar sobre o peito as unhas do rancor
Lutemos mas só pelo direito
Ao nosso estranho amor
...
suspiros infinitos

quinta-feira, 23 de julho de 2009

(DES)equilibrio?


ARTE: É tudo que se abre. A ciência fecha para poder ver melhor. Quanto mais você abre a arte, mais arte você faz; quanto mais você fecha a ciência mais ciência você tem.
(definição de uma criança, apud. M. Masetti. Boas Misturas, São Paulo, tese de mestrado PUC-SP, 2001)

Será essa definição uma das minhas necessidades de transitar entre ambas?

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Partituras marinhas









































































































































"É que as vezes eu me perco
1...
2...
3...
1...
2...
3...
E quando percebo estou fazendo tudo ao mesmo tempo
Enquanto não faço nada
Ai eu paro
Olho, olho, olho
E vejo que não estou vendo nada
1...
2...
3...
1...
2...
3...
Tem momentos que o silêncio
Vale mais do que qualquer palavra
1...
2...
3...
1...
2...
3...
Eu já vi tudo
E tenho tudo para ver"

Texto dramatizado na oficina de teatro ministrada por Pablo Canalles dia 17/07/09. Autor: Julian, vulgo peixe-perna (apelido que inspirou o título deste post).

domingo, 19 de julho de 2009

Reflexões dominicais MSêNicas? (ou mais um episódio envolvendo bichos)

Domingo a tarde, teclando no MSN:
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Bia diz: Olha nesse vídeo http://www.youtube.com/watch?v=aspq7Gajth4&feature=related
o diz: q performance, melhor se estivesse nua
Bia diz: eu tb n conhecia, dai li uma entrevista dela sobre a musica, disse q s sentia numa jaula dourada, e só a idade fez despertar nela essa loba
o diz: nossa! q sedenta
Bia diz: a letra é sedenta, tava rindo com um amigo meu, a shakira foi aos 32, ainda tenho mais 4 rsrsrs, Olha a letra:

“No ardor de uma noite romântica
Meus uivos são o chamado
Eu quero um lobo domesticado
(...)
A vida me deu uma fome voraz e você apenas me dá caramelos
(...)
Uma loba no armário
Tem vontade de sair
(...)
Levo comigo um radar especial para localizar solteiros
Se acaso me meto em apuros levo também o número dos bombeiros
Nem os muito lindos, nem os gostosos, nem os playboys. Eu sei o que quero
Passaria muito bem e me comportaria muito mal nos braços de algum cavaleiro
(...)
Quando são quase 1h, a loba em fogo saúda a lua
Tem dúvida se anda pela rua ou entra num bar para provar fortuna
Já está sentada na sua mesa e põe o olhar em sua próxima presa
Pobre do desprevenido que não esperava por uma dessas.”

o diz: eu quero!!! ser o lobo! eu q tinha q achar uma loba assim
Bia diz: fiquei curiosa para ler sobre lobas, ai ficaram reduzidas ao sexo
o diz: loba = sexo? auuuuuuuuuuuuu!!!
Bia diz:entao quero só um 25% loba, devem ter outros bichos, pra m completar, s fosse ninfomaniaca queria ser loba , mas como n faço nem fico pensando 24 hs em sexo....tava relendo e pensando, a mesma imposição d casar e ter filhos q a mulher sofria nos seculos passados, hj é imposta em algumas questões relacionadas a sexualidade. tem q ter o corpo assim... performances na cama d tal jeito...s comportar assado... s vestir d tal forma... pro homem tb acontece isso, d forma diferente, mas n menos violenta: tem q comer tantas, n pod desperdiçar nenhuma q esteja a fim d transar com ele, mesmo q n esteja afim
o diz:é vero
Bia diz:qq coisa pod ser "pejorativa e preconceituosamente" taxado d gay. s tao ficando e vao logo para cama...ou se demoram...td tem algum "problema". td pod ser enquadrado em algum adjetivo pejorativo
o diz:exato.tem q respeitar os prazos q cada um estipula....
Bia diz:"cada um" ou "cada relação"?cada um! pq um sempre acaba s sujeitando
o diz:o problema são os julgamentos...:se ninguem julgar nada fica tdo bem
Bia: q na maioria das vezes n sao julgamentos do casal mas d terceiros, ou pior julgamentos implicitos, velados, n ditos
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Com vários conteúdos do livro "A mulher de trinta anos" ainda inquietos, com dezenas de páginas marcadas para reler e postar alguma coisa aqui, leio uma entrevista da Shakira sobre a música "Loba" (gravada em espanhol e em inglês). Curiosissima, procuro, simultaneamente o vídeo e a tradução. Não gostei da melodia, mas a letra e as imagens mecheram comigo...

Lembro de várias discussões sobre sociedade e sexualidade no contemporâneo, dezenas de cenas vividas e assistidas na tv, nos filmes e no cotidiano passam nos meus olhos, fico angustiada, me sentindo impotente com tantas imposições...

Mais PROTOCOLOS!!!Nem a Terra do Nunca se escapa mais deles...
Quantas pessoas param para pensar sobre isso?
Quantas, ao pensarem, acham uma bobagem?
Quantas pensam e continuam agindo da mesma forma?
Quantas vezes eu mesma fiz/faço isso?
Quantas vezes parece melhor não pensar?
Quantas vezes, de fato, esse pensar só atrapalha?
Quantas? Usar essa expressão já nos diz algo: quantidade= capitalismo! Qualquer outro pensamento fica a critério de cada um...
Por favor, não se assustem pensando o quanto penso!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Repetindo, repetindo, repetindo, repetindo, repetindo...

Ficou difícil
Tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício
Ossos do ofício
Pagar pra ver o invisível
E depois enxergar

Que é uma pena
Mas você não vale a pena
Não vale uma fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema
De tão pequeno
Mas vai e vem e envenena
E me condena ao rancorD
e repente, cai o nível
E eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo
Como num disco riscado
O velho texto batido
Dos amantes mal-amados
Dos amores mal-vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo
A mesma velha ferida
E é pra não ter recaída
Que não me deixo esquecer
(Maria Rita)

Ps: em breve imagem

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Comparações sutis...




quarta-feira, 15 de julho de 2009

Amor inventado- parte I


Não resisti ao "ar familiar" da música:


"Passo denovo na rua que você cresceu

Só pra respirar o seu ar

Há tanto céu, tanto mar entre você e eu

Pra sempre

(...)

Ultra -leve, amor

Abre o arco-íris da paixão

Asa delta eu sou

Pra voar no céu dessa emoção e te levar"

(Ana Carolina)


O bom é que "o pra sempre, sempre acaba". Outro "devaneio meu", "exagerada, eu sou mesmo exagerada, adoro um amor inventado" (Renato,Vercilo e Cazuza, respectivamente).

domingo, 12 de julho de 2009

Companheiros inseparáveis, donos da(s) história(s)


Duas horas da madrugada, insônia e algumas respostas que dei no MSN me fazem pensar que tenho companheiros inseparáveis. Eles se revezam para nunca me deixar sozinha: meus pensamentos, idéias, planos, sonhos, desejos, projetos, frustrações, coisas a fazer, o desejo de escrever mais, a persistência em resistir para não sofrer (o que também dói), a esperança de dormir bem e ficar sozinha (sem todos estes companheiros). Sábado a noite, chuva. Entre outras coisas, como boa parte dos brasileiros assisti a programação da globo hoje: show do Roberto e filme "A Dona da História". Meus companheiros ficaram agitados. Fizeram me lembrar de um e-mail que recebi essa semana comentando este blog que dizia "é muito autoral". Associei esse muito autoral com transparência e fiquei fazendo várias associações e rascunhei tópicos para um futuro post. Lembrei também que, dias atrás, lendo alguns posts mais antigos, fiquei de explicar o significado de depositário transitório de desejos e até hoje não o fiz. Talvez precise elaborar melhor tudo isso...dentro e fora! Vim até aqui porque - "para variar"- uma música não "descansou" enquanto não foi postada:


"Eu não posso mais ficar aquiA esperar! Que um dia de repente Você volte para mim...
(...) E a saudade de você Ainda existe... (...) Um resto de esperança De ao menos ver de perto O seu olhar Que eu trago na lembrança...Preciso acabar logo com isso Preciso lembrar que eu existoQue eu existo, que eu existo... Só você não vê ..."


"Só você não vê"! A ênfase nessa frase dá o tom do conteúdo dos tópicos rascunhados que comentei acima.


Ps: tendo descrito a programação da tv, a autoria da música é mais do que óbvia rsrsrs

sábado, 11 de julho de 2009

"Tenho pressa e tanta coisa me interessa..."




quinta-feira, 9 de julho de 2009

sonho e suspiro


Ps:Sou gulosa, mas o título, apesar de apetitoso, não é uma propaganda de padaria... alguns planos me deixam com água na boca...

domingo, 5 de julho de 2009

Trilha "real"

Mergulhei no mar
E não dava pé
Me apaixonei
Mas não sei por quem
Sonho com alguém
Que você não é
Eu me entreguei demais
Eu imaginei demais
E o silêncio fala mais que a traição
Foi um devaneio meu
Um veraneio seu
E um outono inteiro
Em minhas mãos
Vi um sol nascer
Pelos olhos seus
Me deixei levar
Eu não refleti
Que era a luz dos meus
Refletida em ti
(Devaneio- Jorge Vercilo)

"Autocumplicidade"





"Imagens são palavras que nos faltaram"Manoel de Barros.
Por exaustão ou instinto de sobrevivência é melhor não escrever mais por hoje (o ideal seria nem pensar)...

(Título insdisponível ou indescritível ou...)

Depois da “conclusão” da oficina de escrita, entre leituras de Balzac e Machado de Assis nas últimas horas percebo uma das possíveis razões que podem me afastar da literarura: receio, medo de enlouquecer com tantas vozes dialogando dentro de mim. Se fossem alucinações um antipsicótico poderia tentar emudece-las, mas não são. Filmes ou leituras as trazem a tona. Ou tento me distrair e rir para não pensar, repetir coisas na tentativa de elabora-las sem mais pensar ou penso que passarei a vida instrospectiva, eremita, talvez falando sobre infinitas relações sem ser compreendida. Há ainda a possibilidade de alguns “paraísos artificiais-superficiais”... o que fazer com o tempo? O romântico geralmente é uma ilusão, ou passa a ser realidade visto que é criado? O que julgo como instintivo me parece tão primitivo e efêmero...Preciso me transportar, preciso de uma música para isso, agora elas parecem não conseguirem se fazer escutar entre tantas vozes.

A imagem é paradoxal: me sinto abandonada e abraçada pelas letras (e personagens), em alguns momentos sufocada por esse abraço que dificulta minha respiração... as letras que me abraçam são as que “vomito” aqui, me fazem ter a sensação de evacuar algumas de minhas inquietações enquanto outras vem a tona...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Cruel Amante Criador de Hiatos Ansiogênicos CausaDORES de Angústias Infinitas




Como disse a prof do curso de escrita criativa: deitei o poema do falso acróstico e resultou este título, conteúdo latente deste momento musicado por Maria Rita:

Fiz uma canção
Pra declarar minha saudade
Do tempo em que a alegria dominou meu coração
Eu era bem feliz
Mas desabou a tempestade
Levando um lindo sonho pelas águas da desilusão
Eu fiz uma canção
Pra declarar minha saudade
Usei sinceridade que
Me dá certeza que você
Quando ouvir o meu cantar,
Vai se lembrar que deixou
Do lado esquerdo do meu peito essa dor
Que tá difícil de curar...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Olhos de olhares "magicamente" tradutores


Depois do silêncio do grito chego em casa empolgada com a Oficina de escrita criativa e relato para um amigo. Ele me diz que terá show do Teatro Mágico na cidade dele. Entro no site do TM para ver a agenda e encontro dois posts do blog incríveis!!!Impossível não citá-los aqui:

"È que dor que me vem de repente
Invade minha mente, sem pedir
Nem que seja por uma vez
A minha autorização, para entrar em meu peito
Tudo se destrói, não ouço mais nada
Seu rosto se vai sem parada
Me deixando aqui no meu lugar I
ncompleto, sem teto, sem você
Incontáveis vezes cansei de te falar
Mas não com a minha boca e sem com o meu
Olhar...
Que você é a única que pode me fazer respirar...
Mas que posso fazer se teu desejo és outro e em nada se compara com o meu, sinceramente falarei a ti que nada farei...
Pois os rumores que ouço
É que teu coração bate só por um
E o faz respirar, agora sei por que ainda vivo,
E ainda sinto o ar passar pelos meus pulmões..."
(Olhos de amor que trazem solidão)
“QUE TENHAMOS OLHOS DE OLHAR DE OLHAR UM OLHAR DE OLHAR UM LUAR DE OLHAR A ALMA DE OLHAR E AMAR” (OLHOS DE OLHAR)

Silencioso grito mudo

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terça-feira, 30 de junho de 2009

Acróstico do sorriso da raposa




>>>>>>>>>>>>>>>>Sedutor>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
>>>>>>>>>>>tentaDOR >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
>>>>>>>>>>>delusóRio>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
>>>>>>>>>>>>>deliRante>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
>>>>>>>>>>>>>>>>Imprudente>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
>>>>>>>>>>>>>irreSistível>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
>>>>>>desvaneceDOR>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>


Se o mundo é mesmo


Parecido com o que vejo


Prefiro acreditar


No mundo do meu jeito


E você estava


Esperando voar


Mas como chegar


Até as nuvens


Com os pés no chão...

O que sinto muitas vezes


Faz sentido e outras vezes


Não descubro um motivo


Que me explique porque é


Que não consigo ver sentido


No que sinto, que procuro


O que desejo e o que faz parte


Do meu mundo...

(...)

Mesmo se eu cantasse


Todas as canções


Todas as canções


Todas as canções


Todas as canções do mundo


Sou bicho do mato...




Mas se você quiser alguém


Prá ser só seu


É só não se esquecer


Eu estarei aqui...




Ou então não terás jamais


A chave do meu coração...




(Renato Russo)

domingo, 28 de junho de 2009

"Serena serenata"



Sou um animal sentimental
Me apego facilmente ao que desperta meu desejo
Tente me obrigar a fazer o que não quero
E você vai logo ver o que acontece.
Acho que entendo o que você quis me dizer
Mas existem outras coisas.
Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade,
Tudo está perdido mas existem possibilidades.
Tínhamos a idéia, mas você mudou os planos
Tínhamos um plano, você mudou de idéia
Já passou, já passou - quem sabe outro dia.
Antes eu sonhava, agora já não durmo
Quando foi que competimos pela primeira vez?
O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe
Não entendo terrorismo, falávamos de amizade.
Não estou mais interessado no que sinto
Não acredito em nada além do que duvido
Você espera respostas que eu não tenho mas
Não vou brigar por causa disso
Até penso duas vezes se você quiser ficar.
Minha laranjeira verde, por que está tão prateada?
Foi da lua dessa noite, do sereno da madrugada
Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço
Enquanto o caos segue em frente
Com toda a calma do mundo.
(Sereníssima- Legião Urbana)
"Será que você vai saber o quanto penso em você, com o meu coração?"

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Poética vida de docente...


quarta-feira, 24 de junho de 2009

Seria melhor se fosse sorte?



"Será que a sorte virá num realejo? (...) "Os opostos se distraem Os dispostos se atraem" (Realejo- Teatro Mágico em http://www.youtube.com/watch?v=qx9CqCSAyaM)
Ahh essas imagens falantes... queria crer na sorte, num realejo, num oráculo que me permitisse sonhar acordada sem censuras...
Suspiros...

sábado, 20 de junho de 2009

O que será? "Que dá dentro da gente e não devia..."





O Que Será (A flor da Terra)- Chico Buarque & Milton Nascimento:

O que será que será
(...)
Que anda nas cabeças?
(...)
Será, que será?
O que não tem certeza
Nem nunca terá!
O que não tem concerto
Nem nunca terá!
O que não tem tamanho...
O que será? Que Será?
Que vive nas idéias
Desses amantes
Que cantam os poetas
Mais delirantes
(...)
Está nas fantasias
Dos infelizes
(...)
Será, que será?
O que não tem decência
Nem nunca terá!
O que não tem censura
Nem nunca terá!
O que não faz sentido...
O que será? Que será?
Que todos os avisos
Não vão evitar
Porque todos os risos
Vão desafiar
(...)
E todos os destinos
Irão se encontrar
(...)
O que não tem governo
Nem nunca terá!
O que não tem vergonha
Nem nunca terá!
O que não tem juízo...


------
Será isso outro conteúdo intimidaDOR?
Sugestão: Gita- Raul Seixas (por "Leda Diniz")

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Princesas "apitantes"








Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira
Berruga nem frieira
Nem falta de maneira
Ela não tem
Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida
Ela não tem
Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
Ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem
Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem
O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem, todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem
Procurando bem
Todo mundo tem...
(Ciranda da bailarina- Chico Buarque)



domingo, 14 de junho de 2009

Overdose, exaustão... quero minha aposentadoria!











Há quase um mês tenho tido uma sobrecarga de "ingredientes" inquietantes através do trânsito em variados espaços. Sinto-me exausta, feliz e ao mesmo tempo preocupada. Preocupada em conseguir processar tudo isso e desse mix sair um bom produto. Sim, capitalismo não me deixa pensar diferente. Fico imaginando como seria só curtir tudo isso sem preocupações, sem me sentir tão ignorante... É tudo tão "indizível"...
Entre tantas anotações que fiz no congresso (com a ilusão de não perder o conteúdo), olhando muito rapidamente meus bloquinhos achei esta de Santo Agostinho que foi citada por um dos palestrantes:
"O que é o tempo? Se ninguém me perguntar, eu sei, se quiser explicar, já não sei. Porém, atrevo-me a declarar, sem receio de contestação, que se nada sobreviesse, não haveria tempo futuro e, se agora nada houvesse, não existiria tempo presente (...) Os tempos são três: presente das coisas passadas, presente das presentes e presente das futuras".
Cada dia mais me conscientizo que sei tantas coisas que sei que não sei explicar...no máximo sentir... há tantas (infinitas) coisas a apre(e)nder...quero férias (ou aposentadoria) da minha cabeça por um tempo...bem, agora tentarei dormir, ver se essa "humanidade" se aquieta um pouco...




segunda-feira, 8 de junho de 2009

provocação provocante







Nada de sensual no título. Tudo culpa de Foucault! Produção de discurso, verdade, poder, corpo, normatização, sujeito... a quantos tantos outros "indizíveis" conceitos e autores relacionei tudo isso. Lembrei de uma frase do Renato Russo citada por um admirável amigo "disciplina é liberdade" e quando a digitei no google me surpreendi com a quantidade de discussões polêmicas a cerca dela existem. Busquei a música na íntegra e , não sei se em função do Foucault, do Lacan ou do construcionismo social, fiquei pensando que desde o título ela já possibilita infinitas interpretações:


Há Tempos

Parece cocaína
Mas é só tristeza
Talvez tua cidade
Muitos temores nascem
Do cansaço e da solidão
Descompasso, desperdício
Herdeiros são agora
Da virtude que perdemos...
Há tempos tive um sonho
Não me lembro, não me lembro...
Tua tristeza é tão exata
E hoje o dia é tão bonito
Já estamos acostumados
A não termos mais nem isso...
Os sonhos vêm e os sonhos vão
E o resto é imperfeito...
Dissestes que se tua voz
Tivesse força igual
À imensa dor que sentes
Teu grito acordaria
Não só a tua casa
Mas a vizinhança inteira...
E há tempos
Nem os santos têm ao certo
A medida da maldade
E há tempos são os jovens
Que adoecem
E há tempos
O encanto está ausente
E há ferrugem nos sorrisos
Só o acaso estende os braços
A quem procura
Abrigo e proteção...
Meu amor!
Disciplina é liberdade
Compaixão é fortaleza
Ter bondade é ter coragem (Ela disse)
Lá em casa tem um poço
Mas a água é muito limpa...




Putz a letra ainda me fez lembrar de outros vários "carinhas"...
Provocação provocante + inquietudo inquieta = pirAÇÃO
Mas o que é piração mesmo?
Hoje ouvi um podcast chamado "numpintaumsão" (http://www.lucianopires.com.br/cafebrasil/podcast/) que trazia duas citações interessantíssa:

“A normalidade é tão somente uma questão de estatística"- Aldous Huxley

"As únicas pessoas normais são aquelas que você não conhece bem.” - Alfred Adler

domingo, 7 de junho de 2009

"Qual será a moeda do peixe-perna?"







Dos amores mais vendidos
(Giovanni Caruso e o Escambau)

Um amor sem conservantes
Logo pode se estragar
E o que um dia já foi doce
Pode amargo então ficar


Mantenha o seu amor guardado no congelador
Ou então experimente outro com novo sabor.
Achei um coração barato numa promoção
Mas era de segunda mão.


Se perder a validade
Ou deixar de funcionar
Jogo fora e compro um novo.
E coloco em seu lugar


Mantenha o seu amor guardado no congelador
Ou então experimente outro com novo sabor.
Achei um coração barato numa promoção
Mas era de segunda mão.


Um amor que apodrece
Leva o gosto de quem vai
Dos amores mais vendidos
Ao que quebra quando cai

Mantenha o seu amor guardado no congelador
Ou então experimente outro com novo sabor.
Achei um coração barato numa promoção
Mas era de segunda mão.


Corações estão na moda
Varias cores e padrões
No varijo ou no atacado
Qualidade e preço bom


Mantenha o seu amor guardado no congelador
Ou então experimente outro com novo sabor.
Achei um coração barato numa promoção
Reciclaveis corações.


Ps: reciclável como rabo de lagartixa?

sábado, 6 de junho de 2009

Indigestão...(ou terror sem nome como diria Bion)




























"Sinto um...não sei o que; Surge...não sei de onde; Aparece...não sei quando; Mas dói, dói muito; E... não sei por quê" (Luís de Camões).

http://www.youtube.com/watch?v=5fWPbdMG0dY





























..."suspiros apertados", "saliva seca"... já falei demais...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Imagens falantes faltantes





























Passei tempos sem conseguir postar imagens, agora= overdose.







“Alegria é um palhacinho no coração da gente” II




Esses dias escrevi sobre psicobesteirologia e ainda hoje postei o texto de 30 de maio falando da AA. A Gi comentou ser o palhaço o tal psicobesteirologista. Fiquei pensando se o “retorno ao hábito” que falei no post anterior, será que fui psicobesteróloga, tirando o palhacinho do meu coração e oferecendo-o a droga? Me senti palhaça (no sentido pejorativo). Lembrei de duas músicas: “sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher (...) sou deus, tua deusa meu amor” (1º de julho- legião urbana) e “falo coisas que as vezes não faço, sou boneca, sou palhaço, ponto de interrogação” (folia no meu quarto- teatro mágico). Será que tenho me apresentado fragmentada? Ou é o olhar do outro é tão limitado? Penso que essa mistura me prejudica...


(Vale conferir toda letra dessas músicas)
Ps (editado): repeti o título de um post antigo sem me dar conta, conotações distintas? Talvez...

Vômitos da noite de 30 de maio:

Durante a semana, poucas horas de sono, “abastecimento” de afetos e sabedoria em Frederico, e nas últimas horas intensa excitação: estrada, exposição, desconstrução prazerosa de preconceitos duradouros, encantamento e reconhecimento(s), boa companhia, estrada, inquietações e novas discussões= exaustão eufórica, desejo de quero mais! Corpo cansado e mente pilhada (lembro do curso de atores com isso).

Outro ingrediente contribuiu para toda essa intensidade, uma droga pesadíssima: o raposão! Depois de meses de abstinência desta droga, um retorno ao hábito, um episódio de abuso que muito rapidamente me fez transitar entre as luas de mel e de fel. A redução de riscos e danos através da migração, do uso de outra droga mais leve (o gato) tem êxito em várias situações, porém a demanda da raposa persiste. Obviamente, não basta ter informação e até mesmo a conscientização de seus malefícios. A lembrança dos momentos de uso prazerosos me faz querer sempre mais. Será essa minha forma de falar o que não consigo nomear? Tenho certeza disso. Espero poder reconhecer todo esse processo, encontrar a “fala” e a droga adequada. Queria poder pedir sugestões para Drª. AA, que ela pudesse me indicar um PTI, mas a danada me boicota, parece gostar dessa droga mais do que eu.

Conversas “msênicas” atiçam a imaginação... No banho, abraço-me e, mesmo com olhos abertos, tento sentir a água que massageia meu corpo como se fosse o tão desejado calor humano. Pergunto-me se é o calor da droga que tento sentir. A resposta é sim e não. “Simplesmente” porque nesse momento, está clara a idealização, ao mesmo tempo em que me esforço para que essa droga deixe de ser a depositária de meus desejos. Estou com sono, vou durmir diferente do que gostaria...continuo feliz e desejante...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Sempre há tempo para uma "citação musical"

Papo de Psicólogo
(Jair de Oliveira0

Não é papo de psicólogo
Eu só quero entender
Se um grande amor termina a gente se preocupa em saber porquê
Por que é que deu errado?
Onde que desandou?
Pra onde foi a alma e a alegria do nosso amor?
Não é nenhuma análiseÉ só um apelo de quem viveu de perto a dor
A gente sofre, a gente explica
Mas não resolve, só complica
A mente desespera
E o coração não espera
Se a gente vai ficar maluco por amor
É bem melhor que seja a dois
Pois sendo só é bem pior
(Pois sendo adeus é bem pior)
Deita, pensa no amanhã
Pensa se deita em meu divã
Deita, pensa no amanhã
Pensa se deita em meu divã

Ps: Irei comentar depois? Talvez, se tiver tempo de recorrer a outras citações para significar esta.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Psicobesteirologia?

Ao fechar meu e-mail, uma notícia do yahoo me chamou atenção "O casal que ri de si mesmo (1): senso de humor e seriedade nas relações"(http://nao2nao1.com.br/o-casal-que-ri-de-si-mesmo-senso-de-humor-e-seriedade-nas-relacoes/).

Lembrei que escrevi algo relacionado num dos primeiros posts, e usei uma citação que falava alguma coisa que relacionava liberdade com coragem de ser ridículo.

Tenho pensado demais, séria demais nos últimos dias (ou seria semanas/meses?), AA (Drª Aspirante Acessório) tem feito poucas aparições, talvez ainda não tenha superado a distância dos seus amigos Agrião e Aspirina.

Fiquei pensando que precisava equilibrar seriedade X senso de humor. Mas durante a escrita rápida deste texto fico pensando que o que preciso é justamente o oposto: desequilíbrio! Sim, não haverá integralidade enquanto pensar que esses conteúdos devem estar equilibrados em lados opostos da balança.

Preciso de um "profissional psicobesteirológo" para me desequilibrar urgentemente, apazinhar as constantes lutas do meu gigante superego e não ser consumida pela "normose" (como propõe Pierre Weil).

domingo, 24 de maio de 2009

(parenteses)

Postei a música e tantos dias se passaram...tantos novos elementos...algumas coisas rascunhadas num arquivo e antes de complementar e virar um "jornal" resolvi colar aqui:


Tava revendo últimos posts e conclui que sem imagens, fico 100% musical, rsrsrs

Para esse post pensei em “Vamos fazer um filme”, Legião Urbana e “Só pro meu prazer”, Leoni.


Vi na globo, dia 16, uma comédia romântica hollywoddiana e pensei várias coisas...

Imaginem o cenário/contexto: Gramado (serra gaúcha), um homem que viajou com um violão no carro e entre outras músicas e poesias apresenta sonho em flor, eu posso até ser ou vir a ser a flor pequena (que traz guardada sonhos demais) de alguém mas naquele dia não passou de encenação, performance, espetáculo, ou será que as coisas andam ainda mais efêmeras do que imagino? Tudo isso como tentativa de um “descarrego sexual”? Será que tem a ver com a música postada: sexo antes amor depois? Será tb um novo protocolo? Que Paradoxal : alguém que mal conheço ser intimo ou alguém q fui cúmplice durante tempos se tornar desconhecido: a liquidez nos torna estranhos efêmeros desconhecedores... (vivo em tempos ou lugar errado sei lá mais paradoxal é ser uma mulher moderna antiquada)

Já tive também encenação da Cinderela, d perder sapatinho e brigar no baile da coroação (mas isso é assunto para outro post).Aquelas coisas: descritivamente perfeitas, dignas de filme...mas como são na vida real?

Momentos simples sem cenários admiráveis e muito melhores, fiquei pensando na fotografia dos meus filmes, os mais “verdadeiramente românticos” não tinham “paisagens” belas...


“Achei um 3x4 teu e não quis acreditarQue tinha sido há tanto tempo atrás
(...)
Viver é foda, morrer é difícil
Te ver é uma necessidade
Vamos fazer um filme
E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?
E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?
Sem essa de que: "Estou sozinho."
Somos muito mais que isso
Somos pingüim, somos golfinho
Homem, sereia e beija-flor
Leão, leoa e leão-marinho
Eu preciso e quero ter carinho, liberdade e respeito
Chega de opressão:
Quero viver a minha vida em paz
Quero um milhão de amigos
Quero irmãos e irmãs
Deve de ser cisma minha
Mas a única maneira ainda
De imaginar a minha vida
É vê-la como um musical dos anos trinta
E no meio de uma depressão
Te ver e ter beleza e fantasia”.
(Vamos fazer um filme)

O assunto não terminou...

sábado, 16 de maio de 2009

Música da "encenação" (ou do próximo post)

Sonho Em Flor

Luiz Marenco- Gujo Teixeira


Faz tempo que eu madrugo versos quase sem querer
Pra alma recordar seu jeito de não te esquecer...
E trazer para o redor do fogo mais lembranças tuas
Dessas que a gente, depois das luas,
Cevava um mate pra amanhecer..

Parece até que o mesmo mate esqueceu seu gosto
Depois que uma velha saudade repontou teu rosto...
E um jeito que trazia o brilho de olhar moreno
Chegou povoando meus sonhos pequenos
Que tinham cismas de serem teus

Ah! minha flor pequena...
(dessas que nascem pelos rincões)
Trazendo a graça das corticeiras
Enfeita a tarde por ser tão bela
Deixa meu sonho acordar o teu
E o meu silêncio te adormecer
Quando a saudade vier me ver
Com teu sorriso...
...na minha janela

Sempre que meus sonhos tantos saem por aí
E levam junto minha alma pra perto de ti...
Eu guardo bem os meus silêncios porque eles sabem que são só meus
E quase já não cabem na casa grande do coração..

E eu que andei tão distante me encontrei em mim
Sem mesmo perceber que a vida pode ser assim...
Ter a graça de uma flor bonita, dessas curticeiras
E ao mesmo tempo ser por inteira
Aquilo tudo que já sonhou

Ah! minha flor pequena...
Que traz guardada sonhos demais
Deixa que a alma mostre teu rumo
Que anda hoje perto do meu
Traz teu sorriso de flor vermelha
E aquele brilho do teu olhar
Toda saudade pra se matar...
Que o dia ainda...
...não anoiteceu!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Lenine de A a D

Continuo sem conseguir postar imagens :(
Ouvi Lenine, quis explorar outras letras, busquei no terra letras, queria postar todas, como se fosse guardar as sensações que tenho quando as ouço (ou leio).
Recortei trechos de todas que gostei - por enquanto- das que tinham títulos de A a D.
Vários temas/conteúdos= overdose? Vivo assim, só o sono tem me dado o mínimo descanso.
Destinatário(s)? Vários, com destaque ao depositário transitório (escreverei sobre isso nos próximos dias- se tiver uma folguinha, recortar e colar é rápido, escrever demanda um outro investimento que o blog não tem recebido nas últimas semanas- o que justifica tantas citações.
Meus fragmentos de Lenine de A a D:
Lenine

A BALADA DO CACHORRO LOUCO
Eu posso até não achar o seu coração
E talvez esquecer o porquê da missão
Que me faz nessa hora aqui presente
E se a minha balada na hora h
Atirar para o alvo cegamente
Ela é pontiaguda
Ela tem direção
Ela fere rente
Ela é surda, ela é muda
A minha bala, ela fere rente

(...)
Eu não quero entender
Não preciso entender sua mente
Sou somente uma alma em tentação
Em rota de colisão
Deslocada, estranha e aqui presente

A FLOR E O ESPINHO
Eu so errei quando juntei minh'alma a sua
O sol não pode viver perto da lua

Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor

À MARGEM
Quem aperta? Quem afrouxa?
Quem acocha? Quem alerta?
A resposta... eu não sei não...

A MEDIDA DA PAIXAO
É como se a gente
Não soubesse
Prá que lado foi a vida
Por que tanta solidão?
E não é a dor
Que me entristece
É não ter uma saída
Nem medida na paixão...
É como se a gente
Pressentisse
Tudo que o amor não disse
Diz agora essa aflição
E ficou o cheiro pelo ar
Ficou o medo de ficar
Vazio demais meu coração...
(...)
Foi!
O amor se foi perdido
Foi tão distraído
Que nem me avisou
Nem me avisou!
Foi!
O amor se foi calado
Tão desesperado
Que me maltratou...

A REDE
Explode, devolve pro seu olhar
O tanto de tudo que eu tô pra te dar
Se a rede é maior do que o meu amor
Não tem quem me prove

Às vezes eu penso que sai dos teus olhos o feixe
De raio que controla a onda cerebral do peixe

Se a rede é maior do que o meu amor, não tem quem me prove
Eu caio na rede, não tem quem não caia.....

A VIDA DO VIAJANTE
Pra ver se um dia descanso feliz
Guardando a recordação
(...)
Mostro o sorriso, mostro alegria mas eu mesmo não
E a saudade no coração

A VISAO DE KRISMA NA FORMA UNIVERSAL
O teu olhar flameja
E as bocas escancaradas
Fico amedrontadoÂ… amedrontado
Não consigo manter a mente firme
Perco todo meu discernimento
Perco todo meu discernimento
Meu discernimento
Deus dos deuses, protetor do mundo
Por favor, dá-me a tua urgencia
Não posso manter meu equilíbrio
(...)
Perdi completamente a direção
Perdi completamente a direção
Aboio Avoado
Era um delírio danado
De queimar as pestanas dos olhos
Um tremor batendo no peito
E esse adeus que tem gosto de terra

Ah! Meu amor!
Não se entregue sem mim
Ah! Meu amor!
Eu só quero avoar

ACREDITE OU NÃO
Deu raposa na cabeça
(...)
Estranho! Bizarro!
Tudo isso aconteceu,
Acredite, ou não... Inesperado!
Normal só tem você e eu

ANNA E EU
Andei pra chegar tão longe
Daqui de longe eu olhei pra tras
E foi como ver distante
Eu atravessando os meus temporais
(...)
Disse se eu não fosse eu não ia mais
Eu vi o que a gente fez pra chegar aqui
(...)
Sonhei muito diferente
Eu bati de frente, corri atrás
E foi como se eu soubesse
Inverter o tempo e arriscar bem mais
Eu vi que era o meu destino
(...)
Em outros que fiz, andei pra chegar mais longe
(...)
Andei pra valer a pena
Olhei pra trás pro que é meu

BEBETE VAMBORA
Eu não sou
Diferente de ninguém
Quase todo mundo faz assim
Eu me sinto bem melhor
Quando tá mais pro bom
Que prá ruim
Não sou de causar impacto
Nem tão pouco sensação
E o que eu digo
É muito exato
É o que cabe na canção...

CAMBAIO
Eu quero moça que me deixe perdido
Procuro moça que me deixe pasmado
Essa moça zoando na minha idéia
Eu quero moça que me deixe zarolho
Procuro moça que me deixe cambaio
Me fervendo na veia

CERTAS COISAS
Não existiria som
Se não
Houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não
Fosse a escuridão
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim...

Cada voz que canta
O amor não diz
Tudo o que quer dizer
Tudo o que cala, fala mais
Alto ao coração
Silenciosamente
Eu te falo com paixão...

Eu te amo calado
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz
Nós somos medo e desejo
Somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas
Que eu não sei dizer...

CONFLITOS
O coração diz que ama
A mente reclama: não sabe o que quer
Num dia te beijo a boca
É minha mulher
Noutro te deixo louca por fazer o que não quer
Num dia é boca, é pele, é paixão
Noutro é espera, é relógio e desilusão
A mente diz que ama
Mas não é a única que ela quer
Coração reclama
Quer alma gêmea, uma só mulher
Volto para te fazer feliz
Coração que me diz
Vou embora pra me fazer feliz
A mente é quem fala
Volto de novo
Você arruma minha mala
Vou embora coração apertado
A mente se cala.

CRENÇA
Eu só penso em você
Depois que eu penso em mim
E eu penso tanto em nós dois
Sei que é de cada um
E acho até comum
Pensar assim de nós dois

Vai que a gente pensa igual
E acho isso normal
O igual da diferença
Cada um, todo ser
Tem sua crença

(...)
E eu me confundo em nós dois
Sei quando viramos um
E aparece um
Que se mistura em nos dois

Vem não há o que pensar
Melhor achar normal
Viver a diferença
Pensa não, deixa assim,
Que a vida pensa

Tanto por viver, tento não jogar
Pra baixo do tapete essa poeira.
Tonto de você tento não pensar besteira.

Tanto por você, para o nosso bem
Às vezes fica um com e o outro sem
Seja como for somos nós e mais ninguém

O que eu quero de você
E você quer de mim
Nós decidimos depois
Eu só penso em você
E tenho aqui pra mim
Que você pensa em nós dois

DISTANTES DEMAIS
Somos Somente a fotografia.
Dois navegantes perdidos no cais
Distantes demais
Somos instantes, palavras, poesia
(...)
Longe,
Distantes demais

DO IT
Se aperta, grite
Se tá chato, agite
Se não tem, credite
Se foi falta, apite
Se não é, imite...
(...)
Se perdeu, procure
Se é seu, segure
Se tá mal, se cure
Se é verdade, jure
Quer saber, apure
Quer saber, apure...
(...)
Nunca se atropele...

Se escreveu, remeta

DOIS OLHOS NEGROS
A curiosidade de saber
O que me prende?
O que me paralisa?
Serão dois olhos
Negros como os teus
Que me farão cruzar a divisa...
(...)
Lutar por algo que não será meu
A curiosidade de saber
Quem é você?...
(...)
Queria ter coragem de te falar
Mas qual seria o idioma?
Congelado em meu próprio frio
Um pobre coração em chamas...

domingo, 10 de maio de 2009

Entre suspiros...

É incrível a capacidade de um suspiro falar: os meus são falantes poliglotas. Falam coisas que, na maioria das vezes, não consigo descrever. Ainda assim falam por si só, falam diversos conteúdos em/com diversas línguas. Já os utilizei (de forma escrita) em cartas como sinônimo de "eu te amo". Em outro extremo quis dizer: "dai-me paciência, quanta imbecilidade". Também já expressaram um simples " como estou feliz", bem como um "ai ai ai", "saudades", "fica comigo" ou "e agora?". Marisa Monte me faz suspirar com frequencia por me fazer lembrar de todos esses suspiros (e outros que os suspiros que dei enquanto escrevia, não me deixaram lembrar). Vi alguns (poucos) vídeos dela no youtube agorinha, um deles intensificou minha "inquietude-inquieta":

(...)

Quando eu penso no futuro,
Não esqueço o meu passado
Oh!...

Desilusão, desilusão
Danço eu, dança você
Na dança da solidão
Viu!
Desilusão, desilusão
Danço eu, dança você
Na dança da solidão...

(...)

Apesar de tudo existe
Uma fonte de água pura
Quem beber daquela água
Não terá mais amargura
Oh!...

(Dança da solidão)

Sim, neste momento, sinto sede e não quero dançar.
Não estou melancólica. Sim, tenho andado pensando demais (que novidade!!!).
Não, não acho que deixo de viver por tanto pensar. Sim, é o meu jeito de existir.
Nesse jogo do sim e não, lembrei de outra música da Marisa que amo:

Sim, são três letrinhas
Todas bonitinhas
Fáceis de dizer
Ditas por você
Nesse seu sim, assim

Outras três também
Representam não
Que não fica bem no seu coração

É minha canção resto de oração
Que fugiu da igreja
Não quis mais do vinho
Foi tomar cerveja
Voltou ao jardim

E tá esperando gente
Que só disse sim
(Três letrinhas)

:)

...suspiros...
(sim,de todos os tipos e para todos os destinatários)

ps1: continuo não conseguindo postar imagens :S
ps2: deu vontade de comer suspiro (sim, aquele feito de clara de ovo)

Alguns poucos minutos depois de postar, continuo ouvindo Marisa e encontro uma outra música perfeita (que cabe a mim e ao outro):

Não vá pensando que determinou
Sobre o que só o amor pode saber
Só porque disse que não me quer
Não quer dizer que não vá querer
Pois tudo o que se sabe do amor
É que ele gosta muito de mudar
E pode aparecer onde ninguém ousaria supor

Só porque disse que de mim não pode gostar
Não quer dizer que não tenha do que duvidar
Pensando bem, pode mesmo
Chegar a se arrepender
E pode ser então que seja tarde demais
Vai saber?
(Vai saber)

Infinitos suspiros de "ai ai ai"

sábado, 9 de maio de 2009

"amor e sexo"

Meu liquidificador anda com muitas saudades do seu blog e a cada dia que passa com mais conteúdos sendo colocados no freezer e no forno! Essa semana além do trabalho teve a ausência da opção de carregamento das imagens (imagino que meu pc esteja com vírus e espero que não seja o da gripe suína). Sem minhas imagens falantes, meus textos e citações ficam "capengas". Sentimentos, indagações e saudosismo intensos, com tanta efervescência, explodiria se não postasse ao menos uma música:

Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte...

Amor é pensamento
Teorema
Amor é novela
Sexo é cinema..

Sexo é imaginação
Fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia...

O amor nos torna
Patéticos
Sexo é uma selva
De epiléticos...

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Oh! Oh! Uh!

Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom
Amor é do bem...

Amor sem sexo
É amizade
Sexo sem amor
É vontade...

Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes
Amor depois...

Sexo vem dos outros
E vai embora
Amor vem de nós
E demora...

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Oh! Oh! Oh!

Amor é isso
Sexo é aquilo
E coisa e tal!
E tal e coisa!
Uh! Uh! Uh!
Ai o amor!
Hum! O sexo!


(Rita Lee / Roberto de Carvalho / Arnaldo Jabor)

Sem condições emocionais de comentá-la hoje...

domingo, 3 de maio de 2009

Domingo a noite= culpa?


Aiii...
Não queria estar assim, mas estou pensando que amanhã terei de correr atrás do tempo "perdido", de fazer tudo o que não fiz ontem e hoje (sim, porque sexta eu trabalhei em pleno 1º de maio). Não estou queixosa pela quantidade de trabalho, mas sim por não estar conseguindo relaxar e no domingo a noite isto se intensificar! Onde está minha leveza hoje? Não aconteceu nada ruim, ao contrário, coisas muito boas estão se encaminhando, então por que o "dito superego" tem que estar tão inflado a ponto de estar me sufocando? Ou melhor, me enforcando! Quero minha leveza, minha resiliência, minha juventude, "meu tudo" que me falta agora...
Será tempo perdido? Mas o que é tempo perdido? Só me lembro da música:
Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo...
Todos os dias
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder...
(...)
Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens... (Legião Urbana)



O que me consola é que talvez tudo isso só esteja maximizado por conta dos meus hormônios...




quinta-feira, 30 de abril de 2009

Esquizo eu? Sim, às vezes...























(Conteúdo verbal será atualizado nas próximas horas)

quarta-feira, 29 de abril de 2009

"O que você faria?" Eu já pensei, escolhi tudo e nada...




Meu amor o que você faria?
Se só te restasse um dia
Se O mundo fosse acabar
Me diz o que você faria?
(Lenine)
Ontem ouvi essa música no carro pela milésima vez, ela me inquietou como nunca...(tive que postar, espero que contagie)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Abstinência? Não!







Não tolero abster-me de postagens quando sinto efervescência de afetos e sensações...sejam estes "leves ou pesados". Definitivamente, não quero que caiba tudo na minha cabeça, é melhor colocar um pouco aqui.


Segunda feira, dia de correr atrás do que ficou descansando no final de semana e dia de me "desligar" durante uma hora de aula de dança. Impossível não postar ao menos imagens "falantes" e algumas palavrinhas...Tenho meu arquivo, é rapidinho, minha culpa não me consome e não sofro a "fissura", redução de danos? Sim, com muito prazer!

sábado, 25 de abril de 2009

"Equilíbrio harmônico musical"????











Qual é seu ritmo?
Todo mundo tem um, mesmo sem saber? (Acredito que sim, o do coração já é um).
De que forma você tenta harmonizar a melodia e a letra da música de sua vida? Você sabe?
Pois é, tento (re)(des)construir respostas para essas questões a todo momento. Essa (des)harmonia varia, assim como o ritmo.
Como é complexo harmonizar, equilibrar os elementos que os diferentes papéis nos contextos em que interagimos exigem de nós... algumas dessas exigências vão ditando algumas letras e melodias que as vezes fazem “nossa música pesar”... e eu tento harmonizar, equilibrar? Infelizmente nem sempre. O cotidiano nos faz cobranças contínuas. Meu ambiente de trabalho então...não, não estou reclamando do lugar que escolhi para fazer parte da(s) música(s) da minha vida, só estou constatando um fato.
Esses tempos vi um livro na estante de uma amiga que me intrigou “A mulher escondida na professora”. Não li o livro, vi aqui na net que ele tem uma proposta um pouco diferente do que associei ao ler o título. Foi um “senhor chaqualhão”: “Acorda mulher! Não permita envelhecer antes do tempo, não se torne assexuada, não deixe de viver momentos poéticos pela culpa destes não serem quantificáveis, por não ser mais um conteúdo sofrido para relatar na sala dos professores. Seja congruente com sua fala: cuide de sua saúde mental!” Um grande e amado amigo reforçou essas idéias (sim só podia mesmo ser um peixe perna) e passei a transitar mais nos meus diferentes papéis, abrindo a possibilidade de poder pensar atividades “harmônicas”, atrelando a arte ao meu trabalho “formalmente”.
Alguns elementos dos meus papéis continuarão se reconfigurando constantemente e, ainda assim, continuarão influenciando a composição dos meus “sons” e, na medida do possível, irei percorrer o espaço disponível, sem me enforcar...faz parte da minha(s) música(s).
Pensei em tantas músicas enquanto escrevia-agora estou falando no sentido literal da palavra música mesmo- foi difícil escolher uma só, mas vamos lá:

“Eu quero- Ser exorcizado- Pela água benta- Desse olhar infindo- Que bom- É ser fotografado- Mas pelas retinas- Dos seus olhos lindos- Me deixe hipnotizado- Prá acabar de vez- Com essa DISRITMIA” (Zeca Baleiro).


Ass. Leda Diniz (não estou querendo insinuar qualquer aproximação com Leila Diniz, é só uma “referência ao quase co-autor amarelo” do post de hoje).

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Felino?

Saudades de postar conteúdos "animalescos"...
Seria o gato preto o "gato lúdico" de alguém?
Dicionário informal define lúdico como: forma de desenvolver a criatiVIDAde, os conhecimentos, através de jogos, músicas, dança...intuito é educar se divertindo e se integrando com os outros.
Será "um faz de conta"? Quais estratégias tornam um casal de "gatos lúdico"? O que os faz deixar de serem lúdicos? Quais consequencias desses processos?
Vi um gato preto na rua e pensei essas coisas...q coisa
Ps: Gi esse é meu post do meio? POST NUMERO 50!Bodas de ouro? Tá "meio, meio" também rsrsrs

domingo, 19 de abril de 2009

Ah o amor...continuação I







Não sei como postar um vídeo aqui. Achei um maravilhoso que complementa o post anterior, concordando e contradizendo com ele. Vale a pena assistir. Disponível em: http://video.google.com/videoplay?docid=-1362788992133514769. Café filosófico...que sede!!

E foram "felizes para sempre", cada um na sua...ah o amor...








Mulher diz:
sabe, que esses dias eu tava pensando se eu amava o meu ex...e não sei te dizer
Mulher diz:
acho que eu não sei o que é amor
Mulher diz:
e nunca soube
BiaAA diz:
ou sabe, mas idealiza e pensa q é algo diferente do q ja sentiu
Mulher diz:
como assim?
BiaAA diz:
sab o q é, ja sentiu, mas como foi diferente dos contos d fada e dos filmes romanticos vc acha q n sabe
BiaAA diz:
pq idealiza esse sentimento por td q vê
Mulher diz:
entendi
Mulher diz:
mas eu penso no seguinte, tem gente que morre qdo termina e eu to bem...sinto pouca falta dele...
Mulher diz:
e quem ama não sofre?
BiaAA diz:
isso tb é lógica d filme e novela
BiaAA diz:
q amor tem q ser sempre igual
BiaAA diz:
o teu jeito d amar n é igual d mais ninguem
BiaAA diz:
vc pod amar e n sofrer
BiaAA diz:
ou pod ter deixado d amar simplismente
Mulher diz:
entendi
Mulher diz:
me machuquei muito nessa relação
Mulher diz:
no termino
gosto dessa discussao
BiaAA diz:
sabado um colega m sugeriu
BiaAA diz:
escrever um texto para meu blog
BiaAA diz:
falando sobre amor
BiaAA diz:
s SÓ S AMA UMA VEZ NA VIDA
Mulher diz:
ah pois, é um assunto complexo
Mulher diz:
e se ama só uma vez ou não?
BiaAA diz:
essas tuas perguntas sao complementares ao q conversei com ele
BiaAA diz:
nao
BiaAA diz:
s ama d formas diferentes
Mulher diz:
ai que confuso
Mulher diz:
quais são as formas de amar?
BiaAA diz:
eu falei formas pensando nos diferentes tipos d amor: amor aos pais, amigos, a Deus, erótico/romantico e dentro deste último amamos diferentes pessoas com intensidade diferente
Mulher diz:
entendi
Mulher diz:
acho interessante escrever algo e colocar no blog mas me manda qdo postar lá
BiaAA diz:
sim
Mulher diz:
bah, e pior que a gente idealiza o amor, como nas novelas, filmes, livros, etc
BiaAA diz:
a gente idealiza
BiaAA diz:
e espera q d forma magica o nosso seja assim
Mulher diz:
pois é...
BiaAA diz:
q uma fada venha com sua varinha e plim...viramos principes/princesas d contos
na realidade eu quero alguem que goste de mim da mesma maneira que eu gostar...ou que goste mais então...
BiaAA diz:
e seremos felizes para sempre
BiaAA diz:
sem crises
Mulher diz:
ehehe, e como
BiaAA diz:
a gente sempre quer
BiaAA diz:
mas nunca ninguem gosta igual
Mulher diz:
pois é,
BiaAA diz:
racionalmente é facil escrever td isso
Mulher diz:
mas então que sejamos mais "gostadas"
BiaAA diz:
mas na hora d viver
BiaAA diz:
as fantasias/expectativas vem a tona



Há muitos livros técnicos interessantíssimos sobre família e casal porém, esse diálogo postado, assim como este texto (igual aos anteriores) não têm a pretensão de ser uma explicação científica. Apenas traz idéias de como elaboro essa questão na minha vida, ou parafraseando Marisa, “no meu infinito particular” que agora torno público. Gosto da idéia do jogo do contente da Pollyanna, ou em outras palavras, gosto de conseguir ser resiliente em relação à esse assunto. Esses dias senti o cheiro de um perfume que usava há anos atrás e automaticamente me lembrei de várias situações que vivenciei com um ex namorado perfumada por aquela fragrância. Tive a infeliz idéia de comentar isso com a minha mãe, infeliz porque ela disse algo parecido com: “não sei como tu gosta de lembranças ruins, se fosse feliz não tinha acabado”. Fiquei perplexa! Me parece tão óbvio preservar lembranças boas de pessoas que passaram por minha vida...claro que tive momentos de frustração, desilusão, decepção, mas eles foram passageiros! As boas lembranças não! Espero poder recorda-las até meu último dia. A única coisa que respondi, mesmo perplexa, foi: “pensa quantas pessoas interessantes conheci, se tivesse com ele até hoje como estaria? Onde? E profissionalmente, como seria?” Perguntas que nunca terão respostas, assim como indagar se estaria mais ou menos feliz do que estou agora. Por isso, prefiro nem pensar o que de bom poderia ter acontecido, mas sim, as conseqüências positivas disso tudo. As diferentes experiências e pessoas que conheci, histórias que poderiam ser narradas em livros, vivo repetindo que tenho memória de elefante para esses acontecimentos, lembro de pequenos detalhes de cada romance. Detalhes que vem a tona, as vezes sem querer, quando ouço uma música, visito um lugar, vejo uma roupa ou sinto um cheiro...Há algumas semanas atrás, minha terapeuta solicitou que eu pudesse listar os protagonistas dos meus romances e pensar o investimento que fiz em cada um e foi tão bom relembrar de alguns (assim como com outros, foi ótimo pensar “que bom que me livrei dessa pessoa, já aprendi a lição”). Amei todos? Não sei! Fui apaixonada? Por alguns sim, com certeza! Mas não seria a paixão mais do que uma fase, uma forma de amar? Escrevi tudo isso até agora, para poder dizer que não acredito que se ama uma única vez, mas de maneiras diferentes, com diferentes tipos de transferências e projeções, de idealizações. Ou como já disse em outros textos, “o ser depositário de nossos desejos” pode ser transitório. Vivemos a relação, o romance com um ou com alguns depositários de forma mais intensa e marcante? Sem dúvida! Mas nem por isso os chamo de únicos. Afinal de contas, todos participaram da nossa construção, e da (des) (re)construção do conceito de amor que atualizamos a cada dia...Poderia escrever sobre esse assunto o resto de minha vida. O post já está gigante e optei por encaminhar suas considerações finais com parte de uma música de Caetano, a qual dedico para mentes não “resilientes” e empáticas:

“Não me venha falar na malícia de toda mulher- CADA UM SABE A DOR E A DELICIA DE SER O QUE É- Não me olhe como se a polícia andasse atrás de mim- Cale a boca e não cale na boca notícia ruim”

Como uma música só é pouco para mim:hoje fui no teatro e o coral cantou uma música que fecha o post muito bem (apesar de não me considerar desgarrada):
“Sopram ventos desgarrados, carregados de saudade- Viram copos viram mundos, mas o que foi nunca mais será- (...)- Faziam planos e nem sabiam que eram felizes- (...)- Eles se escondem pelos botecos entre cortiços- E pra esquecerem contam bravatas, velhas histórias- E então são tragos, muitos estragos, por toda a noite- Olhos abertos, o longe é perto, o que vale é o sonho” (Desgarrados- Mário Bárbara)
Ps(s): durante a escrita senti vontade de reler “A Arte de Amar” de Erich Fromm. As imagens foram encontradas a partir da palavra resiliência.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

"Entre o Sono e Sonho"












Título inspirado em Fernando Pessoa, que tem poesia homônima que diz: “...Entre o sono e sonho, - Entre mim e o que em mim - É o quem eu me suponho -Corre um rio sem fim...”.

Tenho tido muito sono e muita vontade de sonhar... será que isso é infinito?

Encontrei algumas outras citações sobre a temática que achei interessantes:

Soneto do Sono “...Se sento e leio fico sonolento- Se sono sonho a cada vão momento- Se sonho acaba fico rabugento- Quero sonhar o sono do soneto...” (Leandro Valle).


“Não há dor que o sono não consiga vencer” (Balzac)

“O sono é para o indivíduo o mesmo que dar corda ao relógio” (Schopenhauer)


Algumas sem autoria: “O sono é o melhor médico”, “O sono é o alívio das misérias que sentimos acordados”, “O sono é bom conselheiro” e “Bom sono e boa comida acrescentam a vida”. Concordo plenamente: comer e dormir acrescentam conselhos e alívios das misérias humanas! E poder sonhar...sem comentários...

Para concluir: “Temos essa angústia nacional de gostarmos de homens sem sono. Mas os homens sem sono são também homens sem sonho” (Paulo Cunha e Silva).


Gostei das imagens. Acordo bem humorada sem beijo de príncipe, só fico rabugenta quando o sonho acaba...


Musiquinha dos Tribalistas dedicada aos "sonecas" de plantão: http://www.youtube.com/watch?v=GqYyCrO-ROg

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Leveza II

















Final de feriadão= acúmulo de tarefas.
Lista gigante de afazeres.
Bons encaminhamentos.
Aula de dança transcedental! Cada vez que entro na sala e leio "que seja perdido o dia que não se dançou" penso: -Nietzsche é foda!
Fui procurar os chocolates prometidos no post anterior, associação perfeita! Algumas lembranças doces me fazem ficar com água na boca, sentir um certo cheiro no ar...
O dia foi se tornando leve assim como a proposta do título desse post, mas lembro de uma música de peso " ...Agora eu vejo,Aquele beijo era mesmo o fimEra o começo e o meu desejo se perdeu de mimE agora eu ando correndo tantoProcurando aquele novo lugarAquela festa o que me restaEncontrar alguém legal pra ficar..."RPM- ahh pareço ouvir a voz do Paulo Ricardo...
Enquanto escrevia esse pequeno texto alguém tinha uma frase da música O Vento do Jota Quest..aiaiai...
Enfim, continuo leve (metaforicamente, pois não resisti aos cocholates da páscoa rsrsrs)

domingo, 12 de abril de 2009

Leveza...









Depois de tantos posts cheios de bichos com definições pesadas, os coelhos vem tentar equilibrar isso. Sem maiores descrições e significados além de representarem o dia de hoje. Coelhos de Páscoa = chocolate= leveza! Uma vez vi um livrinho com o título "Seu amor é melhor que chocolate", fiquei pensando se é possível... (O que poderia se esperar de uma chocólatra?)
Chocolate, chocolate, chocolateEu só quero chocolate....Só quero chocolateNão adianta vir com guaraná pra mimÉ chocolate que eu quero beberNão quero pó, não quero rapéNão quero cocaína, me liguei no chocolateEu me liguei, só quero chocolateNão adianta vir com guaraná pra mimÉ chocolate que eu quero beberChocolate, chocolate, chocolateEu só quero chocolate....Só quero chocolateNão adianta vir com guaraná pra mimÉ chocolate que eu quero beberNão quero chá, não quero caféNão quero coca-cola, me liguei no chocolateSó quero chocolateNão adianta vir com guaraná pra mimÉ chocolate que eu quero beberChocolate, chocolate, chocolateEu só quero chocolate.... ui ui éNão adianta vir com guaraná pra mimÉ chocolate que eu quero beberChocolate, chocolate, chocolateChocolate, chocolate, chocolatechocolate, chocolate, chocolateÉ proibido fumar, chocolate, ui, ui ui..É proibido fumarÉ proibido fumar (Marisa Monte)
SÓ QUERO CHOCOLATE!
Ps: post rascunhado, faltam imagens de chocolate!



sexta-feira, 10 de abril de 2009

Catarse intensa























Sim, eu sei que essa junção de palavras do título é redundante, mas combina com o texto e com as imagens. Gravei a frase de autor francês, Ausloos, “o caos é fonte de criatividade”! Repeti isso em aulas, seminários, discussões de casos... Também pude senti-lo algumas vezes. Sábado passado, fui ao clube fazer hidroginástica, na tentativa de aliviar minha culpa, por não ter um corpo igual aos valorizados pela mídia e ao menos ter a justificativa de que, eventualmente, me esforçava para moldá-lo. Assim como também não me culpar por não fazê-los em prol da minha saúde. Ou ao que os outros definem ela já que não temos autonomia nem para falar da própria saúde. Sim, eu também, enquanto profissional de saúde, me utilizo dos conhecimentos científicos para cercear a autonomia da saúde alheia. Enfim, fui ao clube sozinha, tentei ficar na aula de hidroginástica, bocejando a todo o momento, olhando para os lados e vendo pessoas mais velhas que eu acompanhando todos os exercícios. Utilizei como desculpa (a mim mesma é claro) que aquela toca (linda) estava apertando muito minha cabeça e por isso eu merecia deixar a aula sem culpa e ir para a hidromassagem. Depois de um tempo, pensei que estava desperdiçando ali, curtindo aqueles jatos d’água, resolvi ir ao vestiário me trocar e ir para o sol ler, ler um livro técnico. No vestiário, uma mulher com um corpo impecável, bronzeadissima (“da cor do pecado” como diria rede Globo, aliás, digitando a palavra globo agora pensei: será que esse nome não quer deixar subentendido que os enunciados que ela traz são de consenso global? Dando a idéia de que por isso devemos “segui-los”?). Eu logo tentei justificar porque meu corpo não era igual ao dela: “tenho mais o que fazer, trabalhei no verão, prefiro malhar meu cérebro, deve ser uma patricinha rica, com lipos na barriga e merda na cabeça”. Outra idéia se associa a essa, olho para o que já escrevi e penso “que parágrafo gigante, era para ser uma introdução e agora já estou misturando outros elementos”. Creio que não vai ser fácil de alguém acompanhar esse caos todo, imagine como é isso na minha cabeça, a velocidade dos dedos e da digitação jamais alcançaria a dos pensamentos. Não irei reorganizá-lo pensando em facilitar a leitura, não sei nem se vai ser lido por alguém e se for, será mais coerente com a forma como ele foi pensado e escrito; chega dessa mania de facilitar a vida de um suposto outro e dificultar a minha. Momentos de egoísmo são necessários para minha saúde mental. Falando do corpo dourado da moça do vestiário, lembrei de citações que uma amiga que está dando uma disciplina sobre subjetividade na UFRGS me passou sobre corpos e eu salvei, numa pasta chamada blog, aonde vou guardando ingredientes para os textos, vou deletando os arquivos conforme os conteúdos vão sendo acrescentados nos textos, porém, ultimamente, o número de arquivos só tem aumentado, acho que nunca vou conseguir esvaziar a tal pasta. As citações sobre corpo são as seguintes: “Numa sociedade que, desde pelo menos a década de 1920, começou a nutrir uma franca aversão pelos gordos, a paixão tende a se transformar num bem exclusivo daqueles considerados esbeltos.” E “Durante o reinado de Luís XIV, a palavra esbelto nem existia. Mesmo em tempos mais recentes, como em 1900, os corpos redondos ainda exibiam o charme de seu peso com orgulho”. Ela não me passou os autores, e aqui, felizmente, nem sempre precisamos deles, quando os referencio é muito mais para ter um cúmplice do que para qualquer outra coisa. Recebi essas citações quando falava “tenho uma barriga renascentista, só nasci alguns séculos depois”, falei brincando, mas é claro que nessa brincadeira, vem um sabor dolorido de desadequação, a qual, minha amiga também se identificou e resolvemos racionalizar, justificando com as citações. Voltando ao clube: depois que sai do vestiário, fui para o sol (deixei o vestido em cima da barriga renascentista, afinal ela está fora de contexto), tentar ler, não consegui. Tive momentos saudosistas das vezes que fui para o clube jogar conversa fora e rir. Estava sozinha, tentei ligar para algumas amigas, todas ocupadas. Resolvi: antes de ler vou escrever. Não tinha caneta, usei a memória do celular mesmo. Não tinha como ignorar aquele momento de intensa catarse. Depois de quase uma semana (hoje), resolvi digitar o que tinha salvo no celular. Fui percebendo uma ausência de ordem naqueles conteúdos, uma vontade enorme de organizá-los. E tudo que escrevi até agora era para justificar porque não organizei, porém o caos veio à tona novamente e foram surgindo novos elementos, e fui escrevendo, escrevendo... e fiquei me perguntando: por que não escrevo artigos acadêmicos com tanta rapidez? Estou aqui, fugindo da escrita de um artigo de oito páginas, e em pouquíssimos minutos já escrevi quase três páginas de “introdução” desse post? Vou deixar o que estava no celular entre aspas e vou- tentar- ir comentando na (des) ordem que fui sentindo/escrevendo aquele dia. Pausa na escrita para buscar chocolate, assunto está muito intrigante, preciso relaxar um pouco. Depois de várias calorias ingeridas, vamos lá:


-“O efêmero me incomoda, performances também, o que resta quando nos despimos desses papéis?” Fui digitando e lembrando da liquidez do Bauman, das performances do Birman... de como esses papéis/performances, ao mesmo tempo que são passageiros, nos deixam com sentimento de vazio quando os perdemos na rapidez da “correnteza sem direção” dos modismos, e como nos apegamos (temporariamente) a novos, simplesmente para preencher essa lacuna, sem nos permitirmos entender seus possíveis significados.

- “O que “realmente” nos da prazer sem instrumentos?”. Não lembro direito o que queria dizer com a palavra instrumento, talvez fosse música, tv, atividades em geral...só lembro que fiquei me perguntando o que me dava prazer, sem ser o que a mídia vende como prazeroso e as pessoas reproduzem. Alias o que é prazer? Há necessidade de saber descrevê-lo? Apesar de saber o quão singular ele é, os protocolos informais citados no post anterior tentam nos fazer acreditar em outra(s) coisa(s).

-“Até a dança e água exigem e não relaxam.” Sei que é papel das professoras nos corrigirem, cada um dos seus sujeitos está lá por seus objetivos, mas, ou eu estou maximizando isso nessa fase da minha vida, ou de fato, nem nesses momentos temos o direito de curtir. (Também me questiono como seria curtir sem culpas, acho que meu superego tem sido muito rigoroso comigo).

-“Culpa do nosso olho do poder ou do olho do outro?” Claro que essa idéia se refere ao Foucault, bem “doida” para quem nunca lei o texto o olho do poder do livro Microfísica do Poder. Mas creio que incorporei a idéia do Panóptico em minha vida de uma forma um tanto dolorosa e castradora.

“Queria me aquietar, pensar menos e me permitir a sentir mais, receio de sentir as fantasias” e sonhos, “mas o que é real”? Tentarei não fazer maiores comentários dessas anotações, surgiram novas perguntas: será que por isso os sintomas psicóticos me assustam e me fascinam tanto? Lembrei dos filmes Matrix, do Mito da caverna, das obras de Salvador Dali... (vale a pena ver: http://www.youtube.com/watch?v=I9qPYb_N3ng&feature=related e http://www.youtube.com/watch?v=4w7Hzgr2ffQ&feature=related) Será que tudo que vemos são projeções? Quem pode questiona-las? Lembro que há anos atrás, depois de várias cervejas, os “filósofos do Boka” discutiram essas coisas, chegamos a elaborar a idéia de universos paralelos e ETs. Será mesmo que o álcool entra e a verdade sai? Que verdade(s)? Falando nisso:

“Amores inventados não são reais? Respostas racionais falam no meu ouvido”. Sempre todas as versões dos diferentes personagens são verídicas? Voltamos sempre nessa infinita discussão...para alguém é verdade, é real, então faz parte da realidade daquele sujeito, por mais irreal que nos pareça e isso sim me parece inquestionável.

“Sentir o hoje sem querer reparar o passado ou imaginar efeito borboleta. Equilíbrio? Boaventura de Souza Santos. Sem esperar ficar melhor no futuro. Sem ter que responder o que vai ser quando crescer ou o que vai comprar sem cargas de expectativas dos outros, que sem misturam com as nossas”. O efeito borboleta é como no filme homônimo, poder ver como seria se tivesse agido de forma diferente. Essa discussão de passado, presente e futuro é outra discussão infinita, o tempo entra nela, além dos ideais românticos e progressistas...não teria como não lembrar de um autor que gosto muito que critica essa nossa forma de pensar, estamos mesmo precisando de “conhecimento prudente para uma vida decente” (título de um livro dele). Ah e as cargas de expectativas (de si e dos outros)...sem maiores comentários...perpassa tudo que já escrevi até hoje e tem momentos que elas pesam demais, me impedindo de caminhar “como minhas expectativas imaginam”...

“Nem tudo que parece é, descrevendo tudo parece quieto”. Quantas vezes a gente olha para vida de alguém e pensa: se eu estivesse nessa posição, com este trabalho, esse relacionamento, esses bens...estaria tranqüilo? Descritivamente tenho vários elementos invejáveis, a descrição do cenário em que me encontrava quando fiz as anotações, onde me encontro agora e nem por isso sou mais ou menos feliz, não é essa descrição que me torna mais ou menos inquieta...aliás para minha singularidade “desassossegada”, toda e qualquer coisa só vem a auxiliar na “efervescência dos ingredientes do meu liquidificador”.

Ainda na espreguiçadeira do clube, lembrei de algumas músicas do Renato Russo e anotei o nome ANDREA DORIA, sei que pode ser um “desperdício” postar temas, imagens e letras de músicas tão complexas de uma só vez , mas desperdício de que? Para quem? A gente passa a vida com essa overdose de elementos, tentando fechar os olhos mesmo...ahh falando em fechar os olhos, assisti Ensaio sobre a Cegueira ontem, mas isso é assunto para outro post,... letra ótima:
“ÀS VEZES PARECIA QUE DE TANTO ACREDITAR EM TUDO QUE ACHÁVAMOS TÃO CERTO... TERÍAMOS O MUNDO INTEIRO E ATÉ UM POUCO MAIS FARÍAMOS FLORESTA DO DESERTO E DIAMANTES DE PEDAÇOS DE VIDRO... MAS PERCEBO AGORA QUE O TEU SORRISO VEM DIFERENTE QUASE PARECENDO TE FERIR... NÃO QUERIA TE VER ASSIM QUERO A TUA FORÇA COMO ERA ANTES O QUE TENS É SÓ TEU E DE NADA VALE FUGIR E NÃO SENTIR MAIS NADA... ÀS VEZES PARECIA QUE ERA SÓ IMPROVISAR E O MUNDO ENTÃO SERIA UM LIVRO ABERTO... ATÉ CHEGAR O DIA EM QUE TENTAMOS TER DEMAIS VENDENDO FÁCIL O QUE NÃO TINHA PREÇO... EU SEI É TUDO SEM SENTIDO QUERO TER ALGUÉM COM QUEM CONVERSAR ALGUÉM QUE DEPOIS NÃO USE O QUE EU DISSE CONTRA MIM... NADA MAIS VAI ME FERIR É QUE EU JÁ ME ACOSTUMEI COM A ESTRADA ERRADA QUE EU SEGUI E COM A MINHA PRÓPRIA LEI... TENHO O QUE FICOU E TENHO SORTE ATÉ DEMAIS COMO SEI QUE TENS TAMBÉM...”

terça-feira, 7 de abril de 2009

CHEEEEEGAAAAA de Protocolos! Cadê o respeito as diferenças e singularidades?








O título diz tudo! Não estou falando de protocolos do mundo do trabalho, os quais são necessários. Falo de protocolos implícitos, sutis, vindos de todos os lados: família, mídia, pessoas alienadas e pessoas que criticam e se julgam tão diferentes dos outros "locutores" já citados. Tenho consciência de que fazemos isso espontaneamente, que essas contradições nos constituem, mas ainda assim: PUTZ, QUE MERDA ISSO! (Uma merda que nem sempre pode virar adubo). Minhas leituras de Guattari são limitadas, mas me lembrei muito dele hoje, e a palavra singularidade foi inspirada nele. Singularidade "esmagadas", direta ou indiretamente, em todos os momentos: no lazer no descanço, no prazer: sempre há protocolo(s), cheios de enunciados de como fazer, o que fazer... (protocolos de como fazer/escrever blogs também não escapam disso). A associação as imagens/música do Pink Floyd foi instantânea. Tem também trechos da Geração Coca-Cola:


"Quando nascemos fomos programados A receber o que vocês Nos empurraram com os enlatados Dos U.S.A., de nove as seis. Desde pequenos nós comemos lixo Comercial e industrial (...) Depois de 20 anos na escola Não é difícil aprender Todas as manhas do seu jogo sujo Não é assim que tem que ser Vamos fazer nosso dever de casa E aí então vocês vão ver Suas crianças derrubando reis Fazer comédia no cinema com as suas leis"
(Geração coca-cola também constrói protocolos opressores)

domingo, 5 de abril de 2009

Processos de "In"digestão



















Os olhos veem e o "estômago"sente! E reCLAMA!

Não precisei procurar o Mágico de Oz para ter um coração! Mas tive muita "sorte" de ter aprendido a ter um coração "total flex", do tipo "rabo de lagartixa" como diria Cláudia Tajes. Já falei sobre isso em algum texto, é impossível não reforçar, visto a utilidade.


Minhas últimas oito horas foram de inquietude infinita. Estou com vários textos rascunhados, mas sei que alguns deles serão difíceis de elaborar para "vomitá-los" aqui. Rascunhos recheados de ingredientes complexos e dolorosos, muito difíceis do meu "sofrido estômago digerir" agora.


Postar imagens tem feito parte da minha "dieta". Elas não só falam como também "têm sabor a quem tem um bom paladar". Nada de "light": quando menos espero o "destino" (ou as coincidências como no filme "Escrito nas estrelas") preparam encontros e desencontros de novos e velhos ingredientes.
Quero férias na Caverna do Platão! Acho que lá "meu sistema digestivo poderia ficar mais quieto".
Como digerem os ingredientes pessoas que tem merda na cabeça? Será que também tem algum tipo de liquidificador/processador?
Como diz a frase da imagem "não basta ser uma boa pessoa" quando se tem um liquidificador na cabeça, seus ruídos tornam a inquietação constante.
Uma música "estranha" (para não usar outra palavra) veio a minha cabeça -ou ao meu liquidificador- enquanto escrevia sobre o coração:
"Tenho um coração Dividido entre a esperança E a razão (...) Quem dera ser um peixe (...) Canta coração Que esta alma necessita De ilusão Sonha coração Não te enchas de amargura..."
Outra coincidência (e outra música): esses dias, estava buscando imagens, digitando palavras e frases aleatoriamente, e, derepente, tive uma sensação de encurralamento e digitei "Daniel na cova do leões". Hoje a tarde, durante os rascunhos feitos na memória do celular, enquanto tomava sol- sozinha- no clube, lembrei de um trecho de uma música da Legião Urbana. Cheguei em casa e fui pesquisar: Bingo! (O resto da música também está em harmonia com os outros ingredientes).Lá vai:
"Aquele gosto amargo do teu corpo Ficou na minha boca por mais tempo: De amargo e então salgado ficou doce, Assim que o teu cheiro forte e lento Fez casa nos meus braços e ainda leve E forte e cego e tenso fez saber Que ainda era muito e muito pouco. Faço nosso o meu segredo mais sincero E desafio o instinto dissonante. A insegurança não me ataca quando erro E o teu momento passa a ser o meu instante. E o teu medo de ter medo de ter medo Não faz da minha força confusão: Teu corpo é o meu espelho e em ti navego E SEI QUE TUA CORRENTEZA NÃO TEM DIREÇÃO. Mas, tão certo quanto o erro de ser barco A motor e insistir em usar os remos, É o mal que a água faz, quando se afoga E o salva-vidas não está lá porque não vemos."
Ps1: relendo os conteúdos acima concluo que, além do coração de lagartixa, devo ter espírito de peixe-perna mesmo, talvez por isso goste tanto da metáfora da liquidez do Bauman rsrsrsrsrs
Ps2: as analogias com a bicharada e ingredientes me deixaram com "fome".

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Empatia? (post provisório, sendo- literalmente -elaborado)



Sem tempo para escrever...
Empatia? Unica coisa que posso dizer agora é que se ela não for recíproca, dialética pode nos transformar em bichos de sete cabeças, assim como nos fazer enxergá-los!
Ah danada comunicação humana- nunca vou cansar de repetir isso.

terça-feira, 31 de março de 2009

Lacônica ou ventríLOCA?



Sensação de bem estar sem motivo aparente...
Vontade de escrever não sei o que...
Tudo tão indizível...
Imagens que falam por mim?
Sim.
Ou não!
Não!
(Não é indecisão)
Hoje tudo se torna reducionista.
Tem uma coisa que não se reduz: saudades de amores desNECESSÁRIOS (se rolar a barra até um dos primeiros posts lembrará o que isso quer dizer).
Esse post não tem nada de "romantismo erótico":
É simplismente "um vômito de ingredientes digestos e prazeirosos" (não que outros amores sejam indigestos).
Ainda assim duas músicas, com intencionalidade aparentemente "eróticas", estão na minha cabeça como uma alucinação auditiva de um rádio mal sintonizado entre duas estações:
Em uma delas toca "Wave" e na outra "Fusion".
Hoje resolvi não colar trechos delas aqui, mas colocar o link delas para que possam ouví-las no youtube.
(Não achei nenhum vídeo com Tom cantando :S )
"Fundamental é mesmo o amor é impossível ser feliz sozinho"
Sei que Marisa Monte fez uma réplica desse verso (que eu concordo por sinal), mas hoje pensei nesse "sozinho" como sinônimo de "sem amigos" ou "sem amores desnecessários".
Amo Tu TATUs (o erro de concordância é proposital).
Ps: quando escrevi o título lacônica não pensei que fosse me alongar (juro que tentei ser mais suscinta), preservei o título pois reiteira as contradições que me compõem.

domingo, 29 de março de 2009

Ingredientes que temperam incongruências











Definitivamente não consigo resistir muito tempo a um bom filme. Ainda mais com indicação de uma amiga dizendo “Leda, você tem que ver esse filme, vai mudar tua vida!”. Ouvi isso em outubro e só agora consegui assistir Vicky Cristina Barcelona. Não posso dizer que mudei, mas ele trouxe ingredientes que apimentaram algumas das minhas constantes inquietações amorosas (ou incongruâncias).
As imagens falam por si só aqui também, ou falam por mim...um parque de diversões, uma surpresa, se entregar de olhos fechados, um piquenique...
As inquietações decorrentes do filme me fizeram transformar algumas afirmações dos personagens em questões:

- só um amor não realizado pode ser romântico?
-uma mulher com imagem hiper valorizada de si é infeliz?
-viver o que sonhou/planejou é entediante?Como a gente sabe se aquilo que a gente quer nos fará feliz?
-amor requer equilíbrio perfeito? A falta de qualquer pequeno elemento faz com que ele morra?
-como saber se conseguimos influenciar, inspirar alguém?
-corações são sempre enigmáticos?
-quão ruim é saber apreciar a arte, sem ter talento para expressar tudo que se sente?
-quantas vezes nos sentimos deslocados?
- estar apavorado nos deixa sem reação, procurando soluções mágicas?
-insatisfação crônica? A hora de mudar tem tempo certo de passar?
-como os clichês de amor ditadores de regras, de certo e errado afetam nossas vidas?
-qual vantagem de rotular uma opção/relação?
-quando nossos pensamentos sobrepõem nossos sentimentos? (e vice versa)
-quantas vezes somos usados para reescrever a história de outros?
-como sentiremos o castigo de um poeta que priva o mundo de suas palavras, por acreditar que as pessoas não sabem amar?
-qual (dês)vantagem de continuar a buscar sabendo apenas o que não se quer?

Trilha sonora ótima (destaque especial para duas primeiras instrumentais PERFEITAS):
“Entre Dos Aguas”Por Paco de Lucía (clicando em cima do título desse post você pode apreciar essa música no youtube)
“Granada”Por Isaac Albéniz Played on guitar by Emilio de Benito
“Asturias” (Leyenda) (fragment)Por Isaac Albéniz Played on guitar by Juan Quesada
“Barcelona” Interpretada por Giulia y los Tellarini

sábado, 28 de março de 2009

"Justificativas" aconchegantes II






"Há mais mistérios entre o céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia"
(William Sheakespeare, em Hamlet).
Algumas das tentativas de tradução desses mistérios me parecem aconchegantes, complementares a infinitas outras "justificativas" dadas pela nossa filosofia...
Gostei dessas:

As filhas de Iansã são mulheres audaciosas, poderosas, autoritárias e dinâmicas. Estão sempre procurando algo para se ocupar, são cheias de iniciativa e determinação. São mulheres que nunca passam despercebidas, pois são combativas, teimosas e temperamentais, mas também podem ser doces e meigas, quando possuem interesse em seduzir algum homem.


A mulher-Iansã é o tipo de mulher que está mais voltada para o amor sensual do que para o amor maternal. Ama os filhos, mas consegue maior expressão quando se sente admirada e desejada por um homem, o que geralmente provoca o ciúme e a inveja das outras mulheres.
É inconformada e inquieta, está voltada para o impulso de empreender coisas, de realizar seu poder criativo. A atualização dessa força criadora dependerá da forma como ela direcionar esta energia, que muitas vezes pode ser desviada para outros fins, ou ser esvaziada.



A mulher que sente impulso para criar, para dar significado ao seu mundo, precisa ser fiel aos seus conteúdos internos, à Deusa dentro de si. O ato criativo é o processo de se arriscar, de se jogar no desconhecido, de mergulho nas fontes fertilizadoras, da viagem interna em busca da essência das coisas. O desejo de criar move o contato com o informe pela necessidade de dar forma, de arrancar da terra coisas vitais para alimentar a consciência.

Lei da gravidade moral? Ah o tempo...Tempos Modernos?




O tempo passa.


E pesa.


Não tenho uma fórmula para definir a "lei da gravidade moral".


Certamente tem suas vantagens compensadoras, mas também traz algumas inquietações perturbadoras. Ainda assim acredito que os benefícios são maiores que as consequências indesejadas.


Fiz 28 anos ontem, mas há meses já penso em ler "A mulher de 30 anos" do Balzac.


Tive muito sono nos últimos dois dias: cansaço do trabalho? Crise existencial de aniversariante? Acho que as duas coisas.


Reli várias vezes "35 anos para ser feliz" da Martha Medeiros. Além de trazer a temática da idade (da lei da gravidade moral) questiona o conceito de felicidade, irresistível não postar ela aqui:





"Uma notinha instigante na Zero Hora de 30/09: foi realizado em Madri o Primeiro Congresso Internacional da Felicidade, e a conclusão dos congressistas foi que a felicidade só é alcançada depois dos 35 anos. Quem participou desse encontro? Psicólogos, sociólogos, artistas de circo? Não sei. Mas gostei do resultado.A maioria das pessoas, quando são questionadas sobre o assunto, dizem: "Não existe felicidade, existem apenas momentos felizes". É o que eu pensava quando habitava a caverna dos 17 anos, para onde não voltaria nem puxada pelos cabelos. Era angústia, solidão, impasses e incertezas pra tudo quanto era lado, minimizados por um garden party de vez em quando, um campeonato de tênis, um feriadão em Garopaba. Os tais momentos felizes.Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você? Aqui, na casa dos 30 e sua vizinhança.Está certo que surgem umas ruguinhas, umas mechas brancas e a barriga salienta-se, mas é um preço justo para o que se ganha em troca. Pense bem: depois dos 30, você paga do próprio bolso o que come e o que veste. Vira-se no inglês, no francês, no italiano e no iídiche, e ai de quem rir do seu sotaque. Não tenta mais o suicídio quando um amor não dá certo, enjoou do cheiro da maconha, apaixonou-se por literatura, trocou sua mochila por uma Samsonite e não precisa da autorização de ninguém para assistir ao canal da Playboy. Talvez não tenha se tornado o bam-bam-bam que sonhou um dia, mas reconhece o rosto que vê no espelho, sabe de quem se trata e simpatiza com o cara.Depois que cumprimos as missões impostas no berço — ter uma profissão, casar e procriar — passamos a ser livres, a escrever nossa própria história, a valorizar nossas qualidades e ter um certo carinho por nossos defeitos. Somos os titulares de nossas decisões. A juventude faz bem para a pele, mas nunca salvou ninguém de ser careta. A maturidade, sim, permite uma certa loucura. Depois dos 35, conforme descobriram os participantes daquele congresso curioso, estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.Outubro de 1998."




Não sei se alguém já tinha usado a expressão "lei da gravidade moral", também não fiquei pensando nas inúmeras interpretações que ela pode ter. Simplismente acho que a gente não "cai", mas se fortalece, mesmo com todas mazelas existenciais. Estou começando a ler Schopenhauer e, apesar de estar muito distante de ser erudita, fiquei me lembrando as criticas que ele faz, da preocupação exagerada em ficar se reportando à outros autores, limitando a critividade e fluência da escrita.




Durante a escrita do post, um diálogo do msn "ditou" a música de hoje: Lulu Santos, Tempos Modernos. Coincidentemente ontem trabalhei com o filme de mesmo nome do Chaplin. Infindáveis os comentários para esse clássico. Certamente muitos dos conteúdos do filme são os elementos que pesam a cada dia (e, para mim, com mais intensidade a cada aniversário).




"Eu vejo a vida melhor no futuroEu vejo isso por cima do murode hipocrisia que insiste em nos rodearEu vejo a vida mais farta e claraRepleta de toda a satisfaçãoQue se tem direitoDo firmamento ao chãoEu quero crer no amor numa boaE que isso valha prá qualquer pessoaQue realizar a força que tem uma paixãoEu vejo um novo começo de eraDe gente fina, elegante e sinceraCom habilidade pra dizer mais sim do que nãoHOJE O TEMPO VOA AMOR, ESCORRE PELAS MÃOS,Mesmo sem se sentirE não há tempo que volte amor VAMOS VIVER TUDO QUE HÁ PRA VIVER, VAMOS NOS PERMITIR"




VAMOS NOS PERMITIR!!!!!


Ps: Que nossas amarras aos menos sejam flexíveis para nos permitirmos...

segunda-feira, 23 de março de 2009

Cisne Zeus









Meu primeiro nome tem uma grande "carga": além de ser o mesmo da minha mãe (isso tem historinha que talvez outra hora eu conte) foi o nome de uma personagem da mitologia grega, rainha de Esparta.
Zeus seduziu Leda disfarçado de cisne. Fiquei pensando: será uma das justificativas para eu gostar tanto de usar analogias com a bicharada?
Vai saber...
Interessante é que isso inspirou até Leonardo da Vinci, que pintou a figura que esta bem no topo desse post. Reparem a barriguinha dela: estou quase certa que meu corpo nasceu na época errada!Poderia ter sido uma musa inspiradora renascentista!
Ps: em momentos de lucidez (ou esclarecimento), odeio fervorosamente os esteriótipos excludentes criados pela indústria cultural que nos encantam como sereias assassinas

sábado, 21 de março de 2009

I, im, in...













Investimento
Intensidade
Impulsiva
Incontrolável
Inconseqüente
Insaciável
Insana
INQUIETUDE
Imprudência?
"Conquistei meu equilíbrio cortejando a insanidade" (Renato Russo)

"Justificativas" aconchegantes I (para arianos e interessados em arianas)





Uma postagem um tanto diferente das demais. Escrevi apenas essa pequena introdução e a "citação" não é uma poesia ou música.
É sempre bom variar um pouquinho, principalmente num blog que me dá liberdade para isso.
Esse post foi publicado muito mais para salvar "informações" que achei interessantes do que qualquer outra coisa.
Relembrando minha adolescência, e exaltando meus momentos em que necessito de "justificativas aconchegantes" resolvi colar algumas coisas sobre o signo de Áries (ou mais especificamente sobre a mulher ariana).
Sim, continuo gostando de ler horóscopo. Não baseio minha vida nessas leituras, mas são no mínimo, muito divertidas.
Utilizando "nosso amigo google", encontrei vários sites que descreviam a mulher ariana (achei até um texto do Vinicius que tem Ariana no título). Recortei trechos de duas "definições":
1- "Gente que é fogo, no mais literal que possa ser a palavra.
Fogo de entusiasmo, fogo de coragem, fogo de energia e de amor.
Atividade e dinamismo, emoções determinadas, sucesso social.
Audácia e aventura, firme disposição para qualquer empreendimento.
Inteligência, muita inteligência, capacidade de reter grande volume de conhecimentos sem despender grandes esforços.
Mentalidade inquieta e ansiosa, com mostras de imaginação ativa, incrível criatividade.
Lógica e poesia, comando de muitas artes.
Determinação e ousadia acima de tudo.

Os nascidos em Áries estão sempre prontos a combater o que julgam injusto e nunca se importam de externar sua opinião, onde quer que seja, e em voz alta.
Antes de qualquer outra coisa, são sinceros, de uma comovente, e de uma honestidade que chega doer, indo diretos ao âmago de cada questão, sem rodeios nem hesitação.
São psicologicamente impossíveis de quietude mesmo diante do fracasso.

Dificilmente aparentam modéstia. Um ariano é muito ele mesmo!
Definidos extremistas, exagerados na maior parte das vezes, não aceitam os tons intermediários tudo tem que ser frio ou quente.
Nada de morno, nada de gente só boazinha, as pessoas têm que ser ou não ser.
Desprendidos, são portadores de desembaraço, sem preconceitos, prontos para jantar ou almoçar com reis ou mendigos, que ninguém é melhor do que ninguém.
Áries pode ser a síntese da elegância social, capaz de conversar por horas e horas, de modo atraente e interessante.

Realistas lutam por ideais, porque acreditam na vitória, desde a do amor até a do esporte ou do próprio viver. Gostam de oposição e se nutrem dos desafios.
Buscam o sucesso como quem luta numa guerra. Sinceros demais, não têm como campo favorável a política.
Esta luta não lhe interessa, porque não sabem mentir com segurança e jamais pisam onde não lhes pareça o lugar certo.

Deusa do amor, a mulher ariana pode passar melhor sem um homem do que qualquer outra mulher, mesmo precisando sempre daquele herói dos seus sonhos.
A ariana abre suas portas, combate as suas batalhas, decide sua vida, realiza tudo por si mesma, assume comandos, vive com independência.
É a ariana que conduz seus assuntos amorosos.

E para amar, precisa de alguém que admire sinceramente e muito, muito mesmo.
Timidez não combina com o jeito seu.
Uma ariana não tem medo de intenções apaixonadas, não foge às respostas.
Nada de parceiros fracos e sem merecimento.
Sabe o que quer e só ama um único homem; pelo menos de cada vez.
Ama tal qual fala: diretamente.

Tem muito de instinto, tudo na hora.
O espírito pode querer esperar, mas a disposição é indomável.
Cuidado, nunca fira o orgulho de alguém nascido em Áries. Você sairá perdendo.
Briga, mas sabe perdoar.
Suas tempestades emocionam transformam-se em arco-íris de boa vontade logo depois de cada aborrecimento.
A ariana tem consciência do próprio valor e sabe como repartir um sentimento de dedicação e carinho.

Geralmente elegante, bonita, a ariana tem traços marcantes, orgulhando-se da própria beleza e do seu porte altivo.
Orgulhosa, não admite recusa de amor.
Que me desculpe, as mulheres de outros signos, mas a ariana é um ser privilegiado da criação. "
2-"Entre todas as mulheres, ela é a que consegue passar mais tempo sem um homem.
Claro que viver sem um homem não quer dizer que ela vive sem sonhos ou desejos!
A ariana sempre sonhará com o homem de sua vida.
No entanto, enquanto suspira, se não houver um homem de carne e osso, não sentirá a falta dele.
O Homem tem que se acostumar com este seu jeito de gostar de assumir o comando e querer fazer as coisas por si mesma.
Nela existe a típica contradição de Áries: Não quer ninguém muito grudado nela, mas costuma perder o interesse se alguém se afastar demais.

Um homem que resiste a sua investida sempre intriga a ariana.
Muitas vezes ela não aceitará que não consegue domina-lo com seu encanto!

E acredite: muitas vezes a rapidez com que ela deixa de "amar" alguém que acabou de conquistar é espantoso.

A ariana não é presa fácil para os elogios.
Deixe que saiba que você a admira, porém não seja muito bajulador.
Ela odeia bajuladores, acha-os fracotes!
Mas, um elogio feito por alguém que ela admira ou julga ser superior pode deixa-la em êxtase por semanas!
Para ama-lo ela precisa orgulhar-se de você.
Mas não se ache muito importante a ponto de relevar seus talentos ou despreza-la.
A ariana, apesar de exigir muito do parceiro, sabe retribuir em dobro aos seus esforços para agrada-la.

Se ela não for a primeira em sua vida, a mais importante, você corre o sério risco de ter que procurar outra mulher.
Quando ela é realmente ferida pode passar do fogo para uma geleira!

Como ela costuma preferir a companhia de homens à das mulheres, pode ser que alguns homens se sintam incomodados com o ciúmes que isso pode causar.
Aliás, arianas dificilmente conseguem aceitar a fraqueza de outras mulheres.

Não importa para onde vá, faça o que fizer, você tem que confiar nela.
E é claro que ela nunca vai ter a mesma confiança em você.

A ariana adora se entregar à sua profissão, vencer e desfrutar tudo que o sucesso pode proporcionar.

Deixa-la longe daquilo que gosta de fazer é um pecado!

Se está apaixonado por uma ariana, dê graças a Deus!

Você acaba de encontrar uma mulher que fará de tudo para enfrentar os desafios, apaixonada, fiel e confiante no futuro!
Se for bom para ela, jamais terá motivos para reclamar da falta de carinho ou de solidão.
A ariana não é do tipo que abandona o barco quando a situação está critica.
Ela ficará ao seu lado enquanto sentir que luta ao lado de seu herói.

Sim, ela não estará atrás de você, mas ao seu lado, para não dizer que muitas vezes estará na sua frente para receber os primeiros golpes! "
Ps:Como aqui não preciso respeitar a ABNT, dei CTRL + C e CTRL + V sem salvar o link para fazer referência.


sexta-feira, 20 de março de 2009

Rápido despejo







Pensei em usar o título "vômito rápido" e desisti. Apesar de ser bem isso. Por acaso li um texto que dizem ser do Arnaldo Jabor e não resisti (assim como fiz com o do Vinicius de Moraes ontem). Mesmo não tendo tempo para escrever/vomitar palavras de minha autoria, algumas imagens e conteúdos de citações podem falar por mim.



"Olhe para um lugar onde tenha muita gente...Uma praia num domingo de 40º, uma estação de metrô, a rua principal do centro da cidade. Metade deste povaréu sofre de dor de cotovelo. Alguns trazem dores recentes, outros trazem uma dor de estimação, mas o certo é que grande parte desses rostos anônimos tem um amor mal resolvido, uma paixão que não se evaporou completamente, mesmo que já estejam em outra relação. Por que isso acontece? Tenho uma teoria, ainda que eu seja tudo, menos teórico no assunto. Acho que as pessoas não gastam seu amor. Isso mesmo! Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim. Você sabe, o amor acaba... É mentira dizer que não. Uns acabam cedo, outros levam 10 ou 20 anos para terminar, talvez até mais. Mas um dia acaba e se transforma em outra coisa: Lembranças, amizade, parceira, parentesco, e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim. Dor de Cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote. O amor tem que ser vivenciado. Platonismo funciona em novela, mas na vida real demanda muita energia sem falar do tempo que ninguém tem para esperar. E tem que ser vivido em sua totalidade. É preciso passar por todas etapas: Atração-paixão-amor-convivência-amizade- tédio-fim. Como já foi dito, este trajeto do amor pode ser percorrido em algumas semanas ou durar muitos anos, mas é importante que transcorra de ponta a ponta, senão sobra lugar para fantasias, idealizações, enfim, tudo aquilo que nos empaca a vida e nos impede de estarmos abertos para novos amores. Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez. Gaste seu amor. Usufrua-o até o fim. Enfrente os bons e maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade. Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo. Isso é que libera a gente para ser feliz novamente! "

quinta-feira, 19 de março de 2009

Apud




Citação da citação:


Assisti Pro dia nascer feliz agora pouco.


Tenho a tarefa de escrever sobre ele para o grupo de estudos.


Não farei maiores comentários sobre o filme agora.


Apenas irei citar "Ausência" de Vinícius de Moraes que foi citado no filme:




"Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces


Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.


No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida


E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.


Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.


Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada


Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.


Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.


Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.


Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.


Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.


Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.


E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.


Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.


Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.


E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.


Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada."




Pelo autor (ninguém mais, ao menos conscientemente não).

quarta-feira, 18 de março de 2009

Sintomas? Qual a reação possível?






















terça-feira, 17 de março de 2009

Jogo dos bichos II



(Será sorte?)
No início a prudência se faz presente, as apostas são calculadas com parcimônia.
Depois que o "jogo (ou o bicho)" vira um vício é tudo ou nada.
Minha aposta é feita como o salto de um mergulhador que gosta de adrenalina.
Resisti. Não queria ver nem ouvir o resultado.
Qualquer beiteirólogo amigo da Drª AA diria que não ter o retorno esperado de uma aposta é besteira. Besteira perto de tantas coisas tão mais sérias: não ao "umbigocentrismo"!
Teatro mágico e Ana Carolina:
--------------------------------------
"Sereia bonita sentada na pedra mais alta
To pensando em me jogar de cima da pedra mais alta
Vou mergulhar, talvez bater cabeça no fundo
(...)
Deixa a onda levar todo esboço de idéia de fim
Defina comigo o traçado do nosso sentido
Quero teu sonho visível da pedra mais alta
Quero gotas pequenas molhando a pedra mais alta
Quero a música rara o som doce choroso da flauta
Quero você inteira e minha metade de volta"
-------------------------------------------------------------------------------------------------
"Não vou viver como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho aonde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você
É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir"

domingo, 15 de março de 2009

Redenção








Não sou juíza dos depositários dos meus desejos.

Por mais que as analogias com a bicharada enfatizem alguns aspectos não tão positivos, não é essa a intenção.

Também sou todos esses bichos em momentos diferentes.
Seria eu a burra se não reconhecesse isso e ousasse julgar os “bichanos” que passam por minha “vida animal”.


Às vezes até porco espinho sou. Espeto sem perceber. É difícil “perceber” a distância/aproximação ideal com cada par.

Cada um tenta sobreviver, se defende como pode (como um camaleão).

Sinto que “sofro” inúmeras metamorfoses (ou seriam mutações?) para dar conta de tantas adaptações.


Gosto da idéia dos cavalos marinhos, mas eu também não sou esse animalzinho aquático.

Que coincidência feliz: postei as imagens e fui ao cinema, deixando o texto para postar depois, o beija-flor se fez presente no enredo de “Benjamin Button”. Amei o filme, quero rever, certo que rende texto(s).

Por mais incrível que pareça, o post anterior não teve nenhuma musica, para compensar esse tem três (overdose, podia explorar muito mais cada uma delas, eu sei, mas o “vômito” é VOLUNTARIAMENTE INCONTROLÁVEL):

“Eu quero dizer, agora o oposto do que eu disse antes, eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo, sobre o que é o amor (...) se hoje eu lhe odeio, amanhã lhe tenho amor (...) EU VOU DESDIZER, AQUILO TUDO QUE EU LHE DISSE ANTES ”(Raul Seixas).

“Não se admire se um dia um beija flor invadir, a porta da tua casa, lhe der um beijo e fugir, fui eu que mandei um beijo, QUERO MATAR MEU DESEJO, faz tempo que não lhe vejo, ai que saudade d’ ôce” (Fagner)

“Mexo, remexo na inquisição , Só quem já morreu na fogueira sabe o que é ser carvão (...)Minha força não é bruta, NÃO SOU FREIRA NEM SOU PUTA” (Rita Lee)

Imagens falantes também "teclam" no MSN







Quando postei o Jogo dos bichos I, deixei algumas imagens de fora da postagem. Estava usando uma delas (a que está logo abaixo do título deste post) no MSN quando um contato do gênero masculino, resolve comentar minha frase e a imagem. Foi irresistível, tive que trazer para cá:


* diz: O óbvio não é óbvio para todos

Bia diz: o óbvio é óbvio para raros

* diz: Sim

Bia diz: a gent foge dele

* diz: Eu nunca montei num elefante voador

Bia diz: culpa dos danados mecanismos d defesa. eu tb nunca montei num elefante voador, ele tem medo d voar

* diz:
Também com asas tão finas também , ele tem medo d tirar os pés do chão. Como muitos de nós

Bia diz:
independe das asas

* diz: Temos medos de experiências as quais não possamos controlar
Bia diz: ainda mais quem ta acostumado a contrlar variáveis. esse papo ta m deixando com coceira nos dedos pra escrever um textinho

* diz: Essa é boa

(...)


* diz: Talvez os elefantes estejam com orelhas de jumentos

Bia diz:e por isso n consigam voar?

* diz: Sim

Bia diz: ou n escutem as elefoas?

* diz: Por que voar impediria a continuidade de seu marasmo

Bia diz: o q vc entende por marasmo?

* diz: ensimesmamento, falta de novas perspectivas...

(Colei a definição de marasmo de um dicionário virtual)

* diz: Quem sabe este seja o último estágio

Bia diz: Apatia profunda, melancolia, estagnação, atrofia...

* diz: Eis. Da para escrever outro texto

Bia diz: pois é, td hora tem conteúdo pra novos textos, fora os q ja foram postados q podem ter continuidade...

*(MOGNHON, E. 2009)

Me lembrei do Dumbo.
Há anos não assisto nenhum desenho dele.
Fui buscar aqui na net e achei:
"Dumbo é um bebê elefante que nasceu com orelhas enormes e com a ajuda de Timóteo, um simpático ratinho, vai se transformar na principal atração de um circo. Usando suas orelhas, ele faz o que nenhum outro elefante conseguiu: voar. Agora, Dumbo é um verdadeiro herói e brilha como a estrela voadora do circo, trazendo alegria e diversão para todos."
Lembrei também de correntes nos pés dos elefantes. Talvez eles tenham se acostumado com essa situação e , mesmo quando estão livres, não reconhecem sua capacidade de voar.
Será que só o Dumbo está apto a alcançar uma maçã do topo?

sábado, 14 de março de 2009

Saudosismo, pétalas, maçãs e "respeito".











Falar do silêncio e da linguagem dos olhos, visitar lugares, ouvir Lenine e Zeca Baleiro no carro. Não ouvi Beatles hoje, mas várias melodias me visitaram, fiquei tentando lembrar de algumas traduções, cenas do filme “Across the universe” vieram a minha mente. Tudo isso me fez ter recaídas e sentir saudades... saudades de momentos “reais e ilusórios” com os “depositários dos meus desejos” (até então transitórios). Aqui vale relembrar a minha preferida frase de Nietzsche que serviu de título de um post “amamos o desejo, não o desejado”.


Uma amiga me mandou um texto dizendo que lembrou de um dos meus daqui do blog ( Baobá e rosas paradoxais- aliás ela andou divulgando ele até imprimiu para mostrar para uma colega, rsrsrs). O conteúdo se refere a uma analogia entre mulheres e maçãs (e não tem nada a ver com a onda das bundudas mulheres fruta do funk). Fala que as melhores estão no topo e os homens tem medo de ir até lá e cair e se machucar, e pegam as podres caídas no chão pela facilidade. Diz que as maças do topo pensam se há algo de errado com elas e que elas SIMPLISMENTE TEM QUE ESPERAR ALGUÉM SUFICIENTEMENTE VALENTE.

Logo em seguida recebi um outro arquivo (de outra amiga) com uma temática “transversal”. Já o conhecia, mas novamente me fez refletir o quanto pensar racionalmente e continuar querendo viver com romantismo me faz ainda mais ambivalente, acho que ainda estou em fase de transição. Concordo que desejar é muito melhor do que depender (aliás quando assisti “Entre dois amores” comentei isso). O outro não ém um “salvador” mas um companheiro de viagem “inteiro”, sem dominação, sem exigências e concessões exageradas, que saiba respeitar a individualidade de cada um. Que exista aconchego, prazer pela companhia e respeito como propõe a palavra utilizada como cumprimento na África, SAWABONA: EU TE RESPEITO, TE VALORIZO, VOCÊ É IMPORTANTE PARA MIM. Esse cumprimento tem como resposta a palavra SHIKOBA, que quer dizer ENTÃO EU EXISTO PARA VOCÊ!


Ganhei flores hoje (na colação de grau dos meus ex alunos de Guaporé), tive vontade de brincar de bem me quer, mal me quer...seria melhor “ouvir” da flor... escolha da imagem da flor foi em homenagem a Edith Piaf. Ainda assim quem canta aqui hoje é o Lenine e o Renato Russo. Os trechos refletem a ambivalência (característica da “transição):


“Eu fiquei sentindo saudades do que não foi/ Lembrando até do que eu não vivi / Pensando nós dois. (Lenine)”


“E é só você que tem a cura ppara o meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto, de tudo que eu ainda não vi (Renato Russo)”

Ps: assim que conseguir descreverei as expressões: “reais e ilusórios”, “depositários” e “transitórios”.








sexta-feira, 13 de março de 2009

Silêncio dos amantes e olhos que falam (e calam) sobre o infinito











Tentei durmir não consegui. Não sem antes esboçar algumas coisinhas.

Continuo querendo refletir/falar sobre comunicação.

As analogias com os bichos também ainda não terminaram, mas estão no freezer.

Parte do título refere-se a um livro da Lya Luft que, por incrível que pareça, comprei e não me motivei a ler inteiro. Diferente dos outros que li dela, não devorei em poucas horas. Penso que uma das razões disto estar acontecendo é o fato de que, muitas vezes, vivenciei esse silêncio, com o desejo de falar com meus olhos e poder ouvir os olhos do outro. Ver os olhos de alguém sorrindo não tem preço... ( me conforta lembrar da imagem de olhos sorridentes, mesmo sendo consciente de que isso dá margem a maldita idealização).

Preciso dormir, não posso me estender agora. Como é de costume, imagens e música deixam minhas indagações no ar...infinitas possibilidades de leitura desse meu "silêncio".

"Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrateNão é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular"
(Marisa Monte)




Boa noite!

terça-feira, 10 de março de 2009

Emaranhados indecifráveis da comunicação "desumana"



Agora mais do que nunca (e literalmente) minha vida é um livro, ops, blog, aberto.
Porém, a trasparência tem seu preço.
Se estou feliz quero gritar pra todo mundo ouvir.
Se estou triste quero falar até conseguir elaborar.
Sempre ouvi minha mãe dizendo coisas relacionadas aquele velho ditado "jacaré não vai pro céu porque tem boca grande", não fale de si!
A intensidade dos afetos e sensações, para mim, é incompatível com mutismo!
As vezes as consequencias são "pesadas"; é como se eu tivesse engolido o "tic tac" e fosse fácil me localizar e me apontar.
Como cada ouvinte interpreta os fatos distorcidos que chega aos seus ouvidos?
Não tenho como saber.
Queria nem pensar nisso, em algumas situações, é inevitável não ficar se questionando o quanto esse conteúdo influenciou o comportamento de quem o interpretou.
Dialética: ao mesmo tempo que minha boca se abre, a boca de um jacaré pode me fazer em pedaços.
Bem isso mesmo, qualquer coisa que fale pode ser despedaçada, descontextualizada, "recontextualizada" e má interpretada compondo um forte elemento de desencontro.
Ainda assim a idéia de calar, nada me agrada.
Como o Tim Maia canta (em Azul da Cor do Mar) ainda tenho vontade de ser escutada pelo mundo inteiro.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Jogo dos bichos I



“Eu não quero ganhar/ Eu quero chegar junto/ Sem perder/ Eu quero um a um/ Com você/ No fundo não vê/ Que eu só quero dar prazer/ Me ensina a fazer/ Canção com você/ Em dois/ Corpo a corpo me perder/ Ganhar/ Você/ Muito além do tempo regulamentar” Um a um (Tribalistas).

Mesmo tendo essa música como “filosofia” já ouvi duas frases muito marcantes: “Mulher inteligente assusta” e “Assustadora não, intimidadora”. A segunda veio de um amigo tentando me ajudar a elaborar a primeira. Curiosa para conhecer os significados dessas palavras, fui buscar um dicionário de sinônimos

ASSUSTAR: 1-TERRIFICAR (aterrar, aterrorizar, apavorar); 2-SOBRESSALTAR (surpreender, espantar, apavorar); 3-ALARMAR (aterrar, apavorar, alvoroçar); 4-AMEAÇAR (advertir, intimidar, prenunciar, simular, fingir); 5-AMEDRONTAR (aterrorizar, apavorar, intimidar); 6-APAVORAR (aterrar, espantar, aterrorizar); 7-ARISCAR (espantar, sobressaltar, espavorir); 8-ATEMORIZAR (apavorar, espantar, aterrar); 9-ATERRORIZAR (apavorar, espantar, terrorizar); 10-ESPAVENTAR (espantar, sobressaltar, envaidecer-se, orgulhar-se, pompear); 11-ESPAVORIR (apavorar, amedrontar, sobressaltar); 12-ESTARRECER (espantar, aterrorizar, aterrar). INTIMIDAR: 1-ENCOLHER (estreitar, contrair, retrair, encurtar);2-ACOVARDAR (amedrontar, atemorizar, acanhar); 3-AMEAÇAR e 4-AMEDRONTAR (já descritos acima).

Mesmo com meus “exageros” e todos os sinônimos listados, “não largaria minha carreira e canudo” como propõe Cazuza. Preferiria então, em alguns momentos, “me fazer de burro pra você se sobressair” como ele canta em “Minha flor meu bebê” (que diga-se de passagem é outra música dele que eu AMO).

Não sei se os locutores tinham noção de tudo isso quando me falaram, mas depois que li tudo isso me senti um repelente! E não de insetos, mas de elefantes! Dando seqüência a bichada dos textos anteriores (raposas, gremlins, ratos e sapos) agora é a vez do elefante (e das jumentas ou burras- como preferirem). O mesmo amigo que falou da intimidação me trouxe a idéia do elefante. Teclando com uma outra amiga tentei explicar a idéia de uma forma divertida e nada modesta: “ alguns homens tem ego do tamanho do elefante/ mas se apavoram com coisas do tamanho de uma formiga/ e como temos muito mais presença que uma formiga.../eles se cagam de medo da gente”.

Falando em ego gigante, fiz uma “associação bem livre” (para variar) e lembrei que não suportaria conviver com Narciso. Acho até que eu mesma o afogaria. Sim, quero me ver nos olhos de alguém, mas não pelo meu reflexo, mas pela forma como o coração pode sorrir através deles quando ama (minhas idealizações românticas não poderiam deixar de aparecer nos meus textos,óbvio).

E onde ficam as jumentas e/ou burras dessa história? São os pares escolhidos pelos elefantes! Não dão trabalho e estão longe de serem assustadoras ou intimidadoras.

Muitas outras coisas a falar... prefiro deixar uma (outra) música falar por mim:

“Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto/ Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto/ É que Narciso acha feio o que não é espelho/ E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho/ Nada do que não era antes quando não somos mutantes/ E foste um difícil começo/ Afasto o que não conheço/ E quem vende outro sonho feliz de cidade/ Aprende depressa a chamar-te de realidade/ Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso” (Sampa- Caetano Veloso)


domingo, 8 de março de 2009

Brainstorming (sem guarda chuvas consciente)

Que emaranhado de idéias...Basta ter algumas horas sem trabalho que os conteúdos do “freezer pulam no liquidificador e logo querem ir para o forno”. Ta difícil de entender essas metáforas (1 e 3)? Pois é, esse texto está intimamente ligado à outros que já foram postados, alguns de forma mais indireta e outros escancaradamente*. Relacionando um fato com um texto (6) surgiu o seguinte comentário no MSN:

“Bia diz:
outra raposa :@
Maria Carolina - diz:
bah...
Maria Carolina - diz:
estao por toda parte hehehe
Bia diz:
parecem gremilins”

Imediatamente lembrei de uma das formas de reprodução dos Gremlins e da metáfora da liquidez do Bauman (2 e 5) e disse: “a reprodução dos gremlins na sociedade líquida é algo sem controle!”. Fazem séculos que não vejo esse filme, mas lembro que tinham os “do bem e os do mal”, e “fora do f